Laudo do caso Euclides aponta morte violenta e revela nova hipótese; entenda
Perícia indica que estrutura com o corpo de Euclides Oliveira pode ter sido concretada em outro local e transportada até área de Uberlândia
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O laudo pericial trouxe novos elementos sobre a morte de Euclides Oliveira, de 62 anos, cujo corpo foi encontrado dentro de uma estrutura de concreto em uma área de vegetação de Uberlândia. A perícia da Polícia Civil (PC) identificou indícios de morte violenta e ocultação de cadáver.
O documento, obtido pelo Portal Paranaíba Mais, também aponta a possibilidade de que a estrutura de concreto tenha sido preparada em outro local. Depois, segundo a análise dos peritos, ela pode ter sido transportada e abandonada na área próxima ao Parque Siquerolli, onde o corpo foi encontrado.
Apesar dos novos elementos, a perícia não conseguiu determinar a causa da morte, o instrumento que pode ter sido usado ou o local exato onde Euclides morreu.

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Perícia aponta possível contenção de Euclides
Entre os materiais encontrados junto ao corpo, os peritos recolheram uma abraçadeira plástica rompida, conhecida como “enforca-gato”, e um relógio prateado danificado. Os itens permanecem sob custódia e à disposição da Polícia Civil.
Segundo o laudo do caso Euclides, a posição da abraçadeira próxima às pernas permite considerar a hipótese de que a vítima tenha sido contida em algum momento. Os peritos também identificaram um material semelhante a um saco plástico envolvendo a cabeça. De acordo com o documento, o vestígio pode estar relacionado a uma possível restrição da respiração ou a outro tipo de contenção.
O laudo, no entanto, ressalta que não é possível relacionar diretamente esses elementos à causa da morte. As condições em que o corpo foi encontrado dificultaram a identificação de possíveis ferimentos externos e fraturas. A definição da causa da morte ainda depende dos resultados de exames médico-legais e complementares.
Área pode ter sido usada apenas para esconder o corpo
A análise do local reforçou outra hipótese sobre o caso. O corpo estava em uma área de vegetação próxima a uma via pública com pouca circulação de pessoas e veículos.
Os peritos não encontraram elementos suficientes para indicar que a morte tenha ocorrido naquele ponto. Por isso, a perícia considera a possibilidade de que a área tenha sido usada apenas para abandonar e esconder o corpo.
O laudo indica que Euclides pode ter sido colocado dentro da estrutura antes do preenchimento com concreto. Depois, o material teria sido transportado até o local onde foi encontrado.
A perícia não conseguiu determinar se Euclides estava vivo ou morto quando foi colocado na estrutura.
Em um raio de aproximadamente 50 metros do ponto onde o corpo estava, os peritos também não encontraram câmeras de videomonitoramento que pudessem ajudar diretamente na investigação.
Laudo do caso Euclides não aponta onde morte ocorreu
Mesmo com os indícios de morte violenta e ocultação de cadáver, parte das circunstâncias do caso ainda permanece sem resposta.
A perícia não determinou onde Euclides morreu, o que provocou a morte ou as circunstâncias exatas do crime. O laudo destaca que as conclusões poderão ser complementadas caso a investigação reúna novos elementos.
Euclides desapareceu em 8 de junho, após ser levado à força por homens armados no Bairro Tibery. O corpo foi encontrado oito dias depois, em uma área próxima ao Parque Siquerolli.
A investigação da Polícia Civil apontou que a vítima teria sido submetida a um chamado “tribunal do crime”. Uma acusação de suposto abuso contra uma criança surgiu durante a investigação como possível motivação.
À época, a Polícia Civil informou que não havia boletim de ocorrência, denúncia formal ou investigação anterior que comprovasse a acusação contra Euclides. Veja o momento em que ele é levado a força pelos suspeitos:
MAIS! Tudo o que se sabe sobre o “caso Euclides”: veja linha do tempo
Novas testemunhas serão ouvidas na próxima semana
A investigação terá novos depoimentos de testemunhas na próxima semana. Entre as pessoas que devem ser ouvidas está a mãe da criança citada na suposta acusação de abuso apontada como possível motivação para o crime.
A Polícia Civil busca esclarecer pontos ainda sem resposta e reconstruir os acontecimentos que antecederam a morte de Euclides.
Três investigados continuam foragidos e o caso segue sob investigação.