Justiça determina internação de adolescente que planejava ataques a escolas em Ituiutaba
Jovem liderava grupos virtuais que planejavam ataques a igrejas, massacres em escolas e outros crimes graves
Ataques a escolas e a templos religiosos planejados por meio da internet levaram a Justiça de Minas Gerais a determinar a internação de um adolescente de 16 anos em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.
A decisão foi tomada após representação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e prevê a internação do jovem em estabelecimento educacional por, no mínimo, dois anos.

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Segundo o MPMG, o adolescente exercia papel de liderança em comunidades virtuais fechadas, conhecidas como “panelas”, formadas por integrantes de diferentes regiões do país. Esses grupos mantinham divisão de tarefas e atuavam no incentivo e planejamento de atos de extrema violência, incluindo ataques a escolas, templos religiosos e outras ações classificadas como terrorismo doméstico.
Liderança em grupos virtuais e planejamento de violência
De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Ituiutaba, as investigações apontaram que o adolescente coordenava interações contínuas entre novembro e dezembro de 2025. O grupo articulava a obtenção de armamentos, a fabricação de artefatos incendiários e até contatos com grupos estrangeiros, com o objetivo de dar repercussão internacional aos crimes planejados.

“O representado exercia posição de liderança, incentivando a violência e fornecendo instruções técnicas para a execução de massacres coordenados em diferentes estados”, destacou o promotor de Justiça Felipe Issayama.
Planejamento de ataques a escolas, igrejas e outros crimes
Nas conversas analisadas, foram identificados planos de ataques a escolas, invasões a templos religiosos, sequestro e tortura de pessoas em situação de rua. Também foram encontrados vídeos de mutilação de animais, além do armazenamento e distribuição de pornografia infantil.
As investigações ainda apontaram práticas de indução à automutilação e ao suicídio, atos libidinosos sob ameaça e manifestações frequentes de ódio racial e religioso, incluindo referências à ideologia nazista e discursos hostis contra evangélicos.
Decisão judicial destaca gravidade dos atos
Na decisão proferida nesta quarta-feira (28), o juiz responsável pelo caso ressaltou a gravidade e a multiplicidade dos atos infracionais atribuídos ao adolescente.
“O caso envolve atos infracionais análogos a associação criminosa, atos preparatórios de terrorismo, estupro, induzimento à automutilação e ao suicídio, maus-tratos a animais e crimes relacionados à pornografia infantil”, registrou o magistrado.
O adolescente permaneceu internado durante toda a instrução processual e teve negado o direito de recorrer em liberdade.