Copa do Mundo 2026 termina com chuva de recordes; veja os números que marcaram o Mundial
Primeira edição com 48 seleções, maior público da história, recorde de gols e marcas inéditas de Mbappé, Messi e Cristiano Ronaldo transformaram a Copa de 2026 em uma das mais históricas já disputadas
A conquista da Espanha sobre a Argentina, por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), encerrou uma Copa do Mundo que entrou para a história muito além do título. Disputado pela primeira vez com 48 seleções e 104 partidas, o Mundial de 2026 bateu recordes de público, gols, longevidade e desempenho individual, se tornando uma das edições mais marcantes do torneio.
O campeonato terminou com 308 gols, o maior número absoluto já registrado em uma Copa do Mundo. Também reuniu mais de 6,5 milhões de torcedores nos estádios de Estados Unidos, México e Canadá, estabelecendo um novo recorde de público.
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Mbappé assume o topo da artilharia histórica
O principal recorde da competição ficou com Kylian Mbappé. Autor de 10 gols no torneio, o atacante francês conquistou a Chuteira de Ouro e chegou a 22 gols em Copas do Mundo, tornando-se o maior artilheiro da história da competição masculina.
O ranking passou a ser:
- Kylian Mbappé — 22 gols
- Lionel Messi — 21
- Miroslav Klose — 16
- Ronaldo Nazário — 15
- Gerd Müller — 14
Considerando também as Copas do Mundo femininas, Mbappé permanece na liderança, seguido por Messi e pela brasileira Marta, que soma 17 gols.

Cristiano Ronaldo faz história em seis Copas
A edição também marcou mais um capítulo histórico da carreira de Cristiano Ronaldo. O português tornou-se o primeiro jogador a marcar gols em seis Copas do Mundo diferentes, entre 2006 e 2026, um feito inédito na história da competição.
Aos 41 anos, também entrou para a lista dos jogadores mais velhos a balançar as redes em um Mundial. Ao lado de Messi e do mexicano Guillermo Ochoa, Cristiano também alcançou outra marca inédita: participou de seis edições da Copa do Mundo.

Messi amplia coleção de recordes
Mesmo derrotado na final, Lionel Messi deixou o torneio com novos feitos. O argentino passou a ser:
- jogador com mais vitórias em Copas (23);
- atleta mais velho a marcar um hat-trick na competição;
- segundo maior artilheiro da história dos Mundiais, com 21 gols.
Por outro lado, também alcançou uma marca negativa: tornou-se o jogador com mais pênaltis desperdiçados em Copas do Mundo, com quatro.

Espanha domina os prêmios individuais
Além do título mundial, a seleção espanhola praticamente monopolizou as principais premiações da FIFA. Os vencedores foram:
- Bola de Ouro: Rodri, eleito o melhor jogador da Copa;
- Luva de Ouro: Unai Simón, que sofreu apenas um gol em oito partidas, novo recorde do torneio;
- Melhor Jogador Jovem: Pau Cubarsí, de apenas 19 anos.
A única premiação que escapou da Espanha foi justamente a Chuteira de Ouro, conquistada por Mbappé.

Mundial bate recordes coletivos
A ampliação para 48 seleções fez a edição de 2026 superar praticamente todos os números das Copas anteriores.
Entre os principais recordes estão:
- 308 gols, novo recorde absoluto;
- 104 partidas, maior número da história;
- mais de 6,5 milhões de torcedores nos estádios;
- maior participação de seleções africanas;
- estreia de Curaçao, o menor país a disputar uma Copa do Mundo.
Apesar do recorde de gols, a média foi de 2,96 por partida, apenas a oitava maior da história. O índice continua distante da Copa de 1954, que registrou impressionantes 5,38 gols por jogo.
Técnicos também entram para a história
Os treinadores também estabeleceram marcas importantes. Com 78 anos, Dick Advocaat, de Curaçao, tornou-se o técnico mais velho a comandar uma seleção em uma Copa do Mundo. Já o francês Didier Deschamps ampliou seus próprios recordes e passou a ser o treinador com mais partidas (27) e mais vitórias (21) em Mundiais.
Brasil alcança maior jejum de títulos
A eliminação para a Noruega nas oitavas de final também deixou uma marca negativa para a Seleção Brasileira. Sem conquistar a Copa desde 2002, o Brasil chegará ao Mundial de 2030 acumulando 28 anos sem títulos, o maior intervalo da história entre duas conquistas da equipe.
Duplas ofensivas também quebram marcas
A França dominou outro ranking importante. Com 10 gols de Mbappé e seis de Ousmane Dembélé, a dupla terminou o torneio com 16 gols, igualando o recorde estabelecido por Just Fontaine e Raymond Kopa na Copa de 1958.
A Inglaterra também entrou na lista. Jude Bellingham e Harry Kane somaram 13 gols, igualando a campanha de Ronaldo e Rivaldo no pentacampeonato brasileiro de 2002. Bellingham ainda se tornou o maior artilheiro inglês em uma única edição de Copa, com sete gols.
Olise supera marca histórica de Pelé
Nem só de gols vive uma Copa. O francês Michael Olise, do Bayern de Munique, terminou o Mundial sem balançar as redes, mas distribuiu sete assistências, tornando-se o maior garçom de uma única edição da história.
Ele superou Pelé, que havia dado seis passes para gol na campanha do tricampeonato brasileiro em 1970.
Os olhos agora se voltam para a Copa de 2030
Com o fim da Copa do Mundo 2026, as atenções se voltam para 2030, que celebrará o centenário do torneio. O Mundial será sediado por Espanha, Portugal e Marrocos, com 101 partidas, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão os jogos inaugurais em homenagem aos 100 anos da primeira Copa do Mundo.
Como países-sede, Espanha, Portugal e Marrocos já têm vaga garantida na competição. Argentina, Uruguai e Paraguai, que receberão as partidas comemorativas, também estão classificados automaticamente.
Já o Brasil ainda precisará disputar as Eliminatórias Sul-Americanas para tentar garantir presença no Mundial do centenário e buscar o fim do maior jejum de títulos de sua história.
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