Homem sequestrado em Uberlândia é resgatado após quatro dias
Carlos Eduardo foi encontrado em cativeiro na madrugada desta terça (1º), após ter o cartão usado por criminosos; dois suspeitos estão presos
-
Carlos Eduardo Pecora Marques, de 23 anos, que estava desaparecido desde a última semana, foi resgatado pela Polícia Civil (PC) na madrugada desta terça-feira (1º), em Uberlândia. O caso, que mobilizou familiares, imprensa e autoridades, teve desfecho após pistas revelarem que o cartão de crédito da vítima estava sendo utilizado por terceiros. Carlos Eduardo estava em cativeiro desde sábado (28) e, segundo a Polícia, dois homens foram presos.
Nas redes sociais, a mãe compartilhou um vídeo emocionante do reencontro, em que abraça o filho após dias mantido em cativeiro. Veja o vídeo:
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Cativeiro era perto de local onde cartão foi usado
A última comunicação da família com Carlos Eduardo foi na sexta-feira (27), quando ele avisou a avó que precisou parar o carro na estrada, entre Goiás e Minas Gerais, por conta de um problema mecânico. Desde então, o telefone dele não recebeu mais mensagens, e a ausência de contato preocupou os familiares.
No sábado (28), a namorada recebeu mensagens que diziam que ele estaria em Uberlândia participando de um evento. No entanto, a forma das mensagens levantou suspeitas.
Foi no domingo (29) que a família descobriu movimentações suspeitas no cartão de crédito do jovem. O item foi utilizado primeiro em um hotel de Goiás e, depois, em uma padaria de Uberlândia, no bairro Cidade Jardim, o que chamou ainda mais atenção da Polícia Civil. Câmeras de segurança revelaram que um homem desconhecido usava o cartão, o que levou os investigadores até o bairro onde Carlos estava sendo mantido refém.
“Foi coisa de Deus mesmo, muita oração, muita ajuda. Ele estava muito perto da padaria”, disse a mãe durante entrevista para a TV Paranaíba.
A mãe de Carlos Eduardo, Thais Pecora, relatou momentos de desespero e tensão vividos durante o período em que o filho esteve em cativeiro. Segundo ela, uma mulher que se apresentou como negociadora chegou a ir até a casa da família, exigindo R$ 60 mil para libertá-lo. “Ela sentou na minha mesa, mostrou um vídeo dele amarrado e disse que ele estava bem, que não tinha sido machucado”, contou.
O vídeo, mostrava o jovem falando sob pressão, o que abalou profundamente a mãe. Ainda conforme o relato, a mulher foi abordada pela polícia durante uma ronda no bairro, devido a atitudes suspeitas. Foi então que os agentes entraram na residência e encontraram Carlos Eduardo amarrado. “Ele estava desorientado, psicologicamente abalado. Apanhou, mas sem deixar marcas, justamente para não chocar a família”, afirmou.
Apesar dos traumas, a mãe comemora o resgate: “Graças a Deus, ele está vivo e, dentro do possível, bem.”
Carlos Eduardo estava muito abalado, mas passa bem
Após ser resgatado, Carlos Eduardo foi levado para um hospital, onde passou por atendimento médico e exames. Segundo a família, ele estava fisicamente bem, mas bastante traumatizado com os dias de sequestro. “Agora está em casa, dormindo, tentando se recuperar emocionalmente. Mas graças a Deus está vivo”, afirmou Thaís Pecora.
As investigações continuam, e a Polícia Civil de Minas Gerais apura a participação de outros envolvidos. Os dois suspeitos presos devem responder por sequestro, extorsão e uso de documento ou cartão alheio. A motivação do crime, segundo apuração preliminar, pode estar relacionada às viagens que Carlos fazia com frequência por conta do trabalho com compra e venda de veículos.