Família denuncia estupro de filho de 13 anos em escola estadual de Uberlândia
Caso teria ocorrido no banheiro de instituição; Polícia Militar, Conselho Tutelar e Secretaria de Estado de Educação acompanham a denúncia
A Polícia Militar investiga uma denúncia de agressões físicas e suspeita de violência sexual contra um adolescente de 13 anos, estudante do 8º ano de uma escola estadual em Uberlândia.
O boletim de ocorrência foi registrado nesta quarta-feira (2), após acionamento do pai do aluno. O caso teria acontecido na última sexta-feira (28), dentro do banheiro da unidade escolar.

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De acordo com os registros policiais, a vítima possui diagnósticos laudados de Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Deficiência Intelectual Moderada e Transtorno Misto Ansioso e Depressivo.
Família denuncia estupro e relata sangramento em partes íntimas de filho
Segundo o boletim de ocorrência, o fato teria ocorrido na manhã de sexta-feira, 28 de agosto, por volta das 06h59. O documento cita que imagens do sistema de monitoramento interno da escola mostraram o momento em que a vítima foi puxada por um aluno de 15 anos e levada para o banheiro masculino na companhia de outros estudantes, onde permaneceram por cerca de seis minutos.
Os pais da vítima, que também deram depoimento para a polícia, informaram que desconfiaram de que algo estava errado no momento em que o filho, após ter retornado da escola, entrou direto no banheiro e demorou para sair. A mãe, ao verificar a situação, teria constatado que na lixeira do banheiro havia um papel higiênico com muito sangue. Ao conferir o filho, disse ter identificado que seu nariz e ânus estavam com sinais de sangramento.
Assim que os pais da criança questionaram o que teria acontecido, a vítima teria negado, mesmo com insistência da mãe. No dia 1º, a genitora decidiu ir até a escola para averiguar a situação, momento em que descobriu que a unidade já verificava um caso de agressão contra a vítima, mas que não sabiam da suspeita de estupro.
Além do sangramento, os pais ainda notaram hematomas pelo corpo da criança. A vítima foi levada até uma UAI e depois encaminhada até ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU).

A criança contou à equipe que o atendia que teria sido estuprada pelo estudante de 15 anos enquanto era segurada por outros dois estudantes, além de relatar a presença de outras duas testemunhas, também alunos da instituição.
Em seu depoimento, a vítima apontou que esta teria sido a terceira vez que o fato ocorreu na unidade de ensino, alegando ainda que a ação foi filmada por um dos alunos presentes. O estudante relatou que também já teria sido agredido com socos, murros e golpes de capacete e que nesse último caso de estupro teria sido ameaçado com uma faca por parte de outro aluno, caso ele contasse o que tinha acontecido.
Abuso teria sido motivado por furto de R$ 10,00
Segundo o boletim de ocorrência, os alunos teriam justificado que teriam levado o aluno até o banheiro para cobrar o recebimento de um furto de R$ 10 de um outro aluno e que toda a situação teria sido ordenada pelo aluno de 15 anos.
O documento descreve que a vice-diretora da unidade teria sido procurada no dia do fato por um outro aluno, que relatou ter presenciado a vítima ser agredida no banheiro. No dia 1º, quando a família da vítima foi questionar sobre o sangramento no filho, a vice-diretora orientou que a criança fosse levada para atendimento médico.
Ela ainda informou à polícia que chamou os alunos envolvidos para conversar e que nesse momento eles teriam confessado as agressões, mas não o abuso sexual. Os envolvidos também chegaram a confirmar que a vítima teria furtado a quantia em dinheiro (de um dos alunos que participou das agressões).
Na ata de registro de ocorrência escolar também é citado que quando a mãe soube da situação de furto pelo filho, ela o questionou sobre o fato. A criança teria confirmado que teria pego dinheiro de um colega, mas que não sabia afirmar qual seria o aluno e nem de qual mochila teria retirado o dinheiro.
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Caso é investigado
O jovem passou por exames periciais e coleta de material biológico no Programa de Humanização do Atendimento à Vítima de Violência Sexual (PHAVVS/IML) para instaurar laudo conclusivo.
Seis alunos com idades entre 13 e 17 anos foram identificados pela direção da escola e pela Polícia Militar como suspeitos de participação ou testemunhas do ocorrido. Como a comunicação foi feita dias após a data informada do fato, não houve flagrante e as apurações seguem com a Polícia Civil e o Conselho Tutelar.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que acompanha o caso por meio da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberlândia e do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), oferecendo suporte psicológico e social à família.
A pasta reforçou o repúdio a qualquer tipo de violência e informou que medidas administrativas e disciplinares estão sendo adotadas enquanto os órgãos competentes apuram os fatos.
A equipe do Paranaíba Mais também solicitou nota ao Conselho tutelar, para entender como está o acompanhamento do caso, e aguarda retorno. Para acompanhar atualizações do caso e outras notícias de Uberlândia e região, acesse o portal Paranaíba Mais.