Desaparecimento de Daiane Alves mobiliza familiares e amigos

De Uberlândia, família da corretora desaparecida há um mês em Caldas Novas (GO) faz manifestação e pede respostas das autoridades

, em Uberlândia

Neste sábado (17) completou-se um mês do desaparecimento da corretora uberlandense Daiane Alves, em Caldas Novas (GO). Familiares e amigos se reuniram na praça Tubal Vilela, no Centro de Uberlândia, para cobrar respostas das autoridades à respeito do caso, marcado por conflitos e por muito mistério sobre o que teria acontecido com a desaparecida. Em entrevista à TV Paranaíba, pessoas próximas à Daiane comentaram sobre os problemas no condomínio e a falta de respostas sobre o sumiço.

Manifestação Daiane Alves
Manifestação se reuniu na Praça Tubal Vilela neste sábado (17), às 16h – Crédito : Tv Paranaíba/ Anna Paula Lemos

A manifestação, que pediu por eludicação do mistério, reuniu dezenas de pessoas, e além de familiares e amigos, colegas da igreja e professoras que trabalharam com a mãe de Daiane Alves. Com faixas, ele questionaram: “Cadê Daiane Alves Souza?”.

Irmão diz que a conta bancária da desparecida está intacta

Arnaldo Souza, irmão de Daiane, destacou o longo período sem respostas e destacou indícios que comprovam o desaparecimento.

“No vídeo que ela estava gravando fica claro que ela desceu para religar a energia. Quebramos o sigilo da conta bancária e não há nenhuma movimentação. Ela tem filhos e sempre foi muito próxima da família, se não tivesse acontecido algo com ela, ela já teria entrado em contato”, afirmou em entrevista à TV Paranaíba. 

Mesmo exigindo respostas, Arnaldo ressaltou o trabalho intenso das autoridades goianas. “Minha mãe está em Caldas Novas, à disposição da polícia. Estão realizando varreduras nos apartamentos e realizando coleta de DNA”, disse o irmão da desaparecida.

Mistérios e conflitos marcam o caso Daiane Alves

Giorgiane Alves, organizadora da manifestação e amiga que recebeu os vídeos que Daiane Alves fez antes de desaparecer, aponta para um dos mistérios do caso. Segundo a amiga, no vídeo é possível ver que a porta foi deixada aberta, e “quando a filha de Daiane chegou ao local, a porta estava fechada e trancada”, apontou. 

Já o empresário e amigo de Daiane, Arthur Aleixo, acredita que o desaparecimento não ocorreu por acaso. Proprietário de um apartamento em Caldas Novas, ele suspeita de algo relacionado ao condomínio. “Creio que o desaparecimento pode ter algo a ver com o monopólio imobiliário que acontece na cidade. Em Caldas Novas passamos por problemas muito sérios em relação à administradoras, síndicos. São vários condomínios com o mesmo problema”

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Relembre o caso

No dia 17 de dezembro de 2025, a mãe e a filha de Daiane Alves conversaram pela manhã com a corretora e combinaram que sairiam de Uberlândia até Caldas Novas para se encontrarem no prédio em que ela morava e alugava os apartamentos.

 

 

No entanto, o contato foi interrompido ainda naquela noite. “Eu tentei falar com ela várias vezes e o celular já não respondia. Quando cheguei no dia 18, no fim da tarde, fui direto ao apartamento. Abri a porta e ela não estava”, relata Nilse Alves, mãe da corretora.

Dentro do imóvel, tudo indicava que Daiane havia saído às pressas: óculos de grau deixados para trás, porta aberta, máquina de lavar com o ciclo interrompido e pertences pessoais no local.

Um mês após o desaparecimento da corretora Daiane Alves, novos elementos reforçam que os dias que antecederam o sumiço foram marcados por conflitos constantes com a administração do condomínio onde ela morava, em Caldas Novas (GO).

Um dos pontos que mais angustiam a família são os últimos registros em vídeo. Pouco antes de desaparecer, Daiane Alves gravou mensagens para uma amiga mostrando que o apartamento estava sem energia elétrica. Em seguida, ela aparece no elevador, conversa com o recepcionista e informa que iria até o subsolo para religar o padrão de energia, algo que, segundo a mãe, era comum no prédio.

“Ela saiu sem os óculos, deixou tudo para trás e foi apenas resolver isso. A gente tem cem por cento de certeza do motivo pelo qual ela desceu. O que não sabemos é o que aconteceu depois, porque não há nenhuma imagem dela voltando”, disse a mãe

Como está a investigação

Desde o último vídeo que mostra Daiane Alves descendo para o subsolo do condomínio, não há novos registros visuais e nem informações sobre o paradeiro da corretora. Assim que souberam do desaparecimento, a mãe e a irmã da corretora, que moram em Uberlândia, viajaram para Goiás para acompanhar de perto as investigações.

A mãe de Daiane Alves também relata que conseguiu acesso ao WhatsApp Web da filha, mas nenhuma mensagem ou nova pista foi encontrada. O celular de Daiane segue desligado. “É uma sensação de impotência. A gente precisa de respostas, precisa saber onde ela está”, afirmou.

Em entrevista com a cunhada de Daiane Alves, Ludmila Medeiros conta à reportagem da TV Paranaíba que as desavenças com síndico do condomínio são antigas e começaram por uma “disputa de território”.

Em contato com o síndico, ele informou que também acompanha a investigação e que tem ajudado no que é possível e necessário nas buscas. Em todo momento, ele nega envolvimento com o caso do desaparecimento da vizinha. 

Neste sábado (17), a equipe de reportagem do Paranaíba Mais também tentou contato com a Polícia Civil goiana da área de homicídios, que agora acompanha o caso, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.