Caso Daiane Alves: apartamento do síndico é pichado e revirado após confissão do crime
Imóvel de Cléber Rosa de Oliveira foi alvo de vandalismo nesta quarta-feira (28) após a localização do corpo da corretora Daiane Alves de Souza
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O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira foi invadido e totalmente revirado na tarde desta quarta-feira (28), em Caldas Novas. A ação ocorreu poucas horas após Cléber confessar ter matado a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro. Além do apartamento de síndico, áreas comuns do prédio foram pichadas em protesto.

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A invasão ocorreu poucas horas após a Polícia Civil confirmar que o subsolo do prédio foi cenário da última discussão da vítima antes de seu desaparecimento, em 17 de dezembro de 2025. O clima de revolta tomou conta do local, com frases de protesto gravadas nas paredes do edifício.
O quadro elétrico da unidade foi totalmente danificado e as paredes receberam pichações em tons de vermelho, onde a palavra “assassino” se destaca em meio à desordem. No interior do imóvel, aparelhos eletrônicos, como uma televisão, foram destruídos, e o mobiliário foi revirado e espalhado pelos cômodos.
Na recepção e em áreas de uso comum, o nome de Cléber Rosa de Oliveira foi pichado em tom de protesto. Sofás rasgados e pichados, janelas quebradas e paredes foram danificadas.
Pela manhã, a mãe de Daiane, Nilse Alves, ficou bastante abalada ao receber a notícia da morte da filha. Em um momento de desespero, chegou a quebrar o hall do condomínio em Caldas Novas juntamente com outra filha.
Confissão
Após semanas de investigação e intensa pressão de familiares, que chegaram a realizar manifestações na Praça Tubal Vilela, em Uberlândia, Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime. Ele indicou o local onde ocultou o cadáver: às margens da rodovia GO-213. O corpo da corretora foi encontrado em avançado estado de decomposição.
Segundo a investigação, a motivação do crime seria uma série de desavenças profissionais e pessoais. Daiane administrava imóveis no condomínio e movia 12 processos contra o síndico por perseguição e ameaças.
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Como é o condomínio
Inaugurado em 2008 e localizado próximo ao centro da cidade, o Golden Thermas funciona como um complexo multiuso, com oito torres residenciais, além de shopping, hotel e um parque aquático.
O Novo Metropolitan Park, integrado ao condomínio, tem gestão independente e é aberto ao público. Administrado pelo Hotel CTC, o parque possui atrações temáticas, como uma piscina inspirada em Paris e uma réplica da Torre Eiffel.
Para acessar a área de lazer, moradores e hóspedes precisam pagar. Os ingressos avulsos variam de R$ 60 a R$ 90, enquanto uma assinatura mensal de R$ 16,28 permite entrada ilimitada e descontos em serviços.
Apesar de integrar um único complexo, a administração das torres é separada. Segundo o delegado André Luiz Barbosa, cada bloco tem entrada e gestão próprias.
Os apartamentos seguem o modelo flat. Daiane morava no edifício Ametista, onde as unidades têm quarto, sala e cozinha compacta e são frequentemente ofertadas em plataformas de hospedagem.