Quem era Daiane Alves: corretora descrita como solidária, tranquila e determinada
Natural de Uberlândia, Daiane Alves era mãe, corretora de imóveis e vivia um conflito prolongado com o síndico do prédio onde morava
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“A Daiane era paz, calma, mas não aceitava injustiça.” É assim que a amiga Georgiana dos Passos define Daiane Alves Souza, corretora de imóveis de 43 anos, natural de Uberlândia (MG), encontrada morta após mais de um mês desaparecida em Caldas Novas (GO). Mãe de uma adolescente de 17 anos e descrita como determinada e solidária, Daiane Alves enfrentava conflitos judiciais e pessoais antes de desaparecer, em 17 de dezembro de 2025.

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Quem era Daiane Alves?
Natural de Uberlândia, Daiane Alves havia se mudado para Goiás há cerca de dois anos por motivos profissionais. Atuava como corretora e administradora de imóveis da própria família, responsáveis por locações em Caldas Novas. Segundo pessoas próximas, era extremamente dedicada à rotina de trabalho e acompanhava pessoalmente a gestão dos imóveis, resolvendo problemas e lidando diretamente com inquilinos.
Solteira, Daiane tinha uma relação muito próxima com a filha de 17 anos, apontada por amigos como o “xodó” da mãe.
“Ela cuidava de todo mundo”
Em entrevista à TV Paranaíba, a amiga Georgiana dos Passos relembrou o lado humano e acolhedor de Daiane Alves. “Teve um momento em que tive uma paralisia no lado esquerdo do corpo. Ela me acolheu, me buscou aqui em Uberlândia, me levou para Caldas Novas e cuidou de mim”, contou emocionada.
Segundo a amiga, Daiane era conhecida por reunir pessoas queridas, cozinhar para os amigos e manter laços fortes. “Ela preparava feijoada, estava sempre presente quando alguém precisava”, disse. Apesar do temperamento tranquilo, Georgiana destaca que Daiane se indignava diante do que considerava injusto.
Últimas mensagens e o início das suspeitas
Georgiana foi uma das últimas pessoas a ter contato com Daiane Alves antes do desaparecimento. Ela recebeu mensagens e vídeos enviados pela corretora, que registravam problemas recorrentes no prédio onde morava, como cortes de energia.
“Ela tinha criado um grupo, mas no dia 16, antes de desaparecer, saiu e me disse que precisava resolver os cortes de energia. Ela encaminhava vídeos como prova”, relatou. Para a amiga, o sofrimento emocional de Daiane já era perceptível havia mais de um ano. “Ela estava muito triste, incomodada, sofrendo com isso”, afirmou.
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Conflito com o síndico
Antes do desaparecimento, Daiane Alves vivia um conflito prolongado com o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, preso como principal suspeito do crime. Ao todo, a corretora havia registrado 12 ações judiciais contra ele, com denúncias que incluíam perseguição, agressões e sabotagem no fornecimento de serviços básicos, como água, energia e internet.
De acordo com familiares, os cortes aconteciam mesmo sem atraso no pagamento das contas, o que agravava a tensão entre as partes.
Desaparecimento e investigação
Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer até o subsolo do prédio para tentar religar a energia do apartamento. Câmeras de segurança registraram a corretora saindo de casa com o celular em mãos, filmando o trajeto, mas não há imagens do local onde, segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu.
O corpo foi encontrado em uma área de mata, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em avançado estado de decomposição. A investigação aponta que Daiane foi morta no subsolo do edifício e que o corpo foi abandonado posteriormente. O filho do suspeito também foi preso, acusado de obstruir as investigações.
Despedida em Uberlândia
O sepultamento de Daiane Alves será realizado em Uberlândia, cidade onde ela nasceu e onde vive parte da família. A investigação segue em andamento e o inquérito tramita sob sigilo.