CPI do Feminicídio apresenta diagnóstico inédito sobre violência contra a mulher em Uberlândia

Após seis meses de investigação, comissão apresenta relatório final com propostas para fortalecer a rede de proteção, ampliar o atendimento às vítimas e prevenir novos casos

, em Uberlândia

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A CPI do Feminicídio em Uberlândia apresenta, nesta quinta-feira (6), o relatório final de seis meses de investigação sobre os casos registrados no município entre 2024 e 2025. A sessão está marcada para as 8h, na Câmara Municipal, e divulgará um diagnóstico sobre a rede de atendimento às mulheres, além de propostas para fortalecer a prevenção e o enfrentamento da violência.

Durante os trabalhos, a comissão analisou documentos e informações fornecidos por órgãos das áreas de segurança pública, Justiça, saúde, assistência social e defesa dos direitos das mulheres. A investigação também incluiu audiências públicas, reuniões, visitas técnicas e oitivas de autoridades.

Segundo a CPI, o relatório reúne um panorama do funcionamento da rede de proteção, identifica avanços e aponta desafios que ainda dificultam o atendimento às vítimas e a prevenção dos casos de feminicídio.

CPI do Feminicídio na Câmara Municipal de Uberlândia aconteceu em março - Crédito: TV Paranaíba/Reprodução
Primeira reunião da CPI do Feminicídio na Câmara Municipal de Uberlândia aconteceu em março – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

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CPI do Feminicídio em Uberlândia propõe mudanças na rede de atendimento

Entre as principais recomendações do relatório estão a ampliação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a criação de um protocolo municipal unificado e o fortalecimento da integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento às vítimas.

O documento também sugere ampliar os grupos reflexivos destinados aos autores de violência doméstica e adotar medidas para reduzir a subnotificação dos casos. Segundo a comissão, o objetivo é facilitar a identificação das ocorrências e interromper ciclos de violência antes que evoluam para feminicídios.

Para elaborar o relatório, a CPI ouviu representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Prefeitura de Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e organizações da sociedade civil.

Casa da Mulher Brasileira integra as conclusões do relatório

O relatório também destaca o anúncio da implantação da Casa da Mulher Brasileira em Uberlândia. O projeto prevê recursos do Governo Federal para a construção de uma unidade que reunirá, em um único espaço, serviços de acolhimento, assistência social, orientação jurídica e atendimento especializado às mulheres em situação de violência.

Segundo a presidente da CPI, vereadora Liza Prado, o objetivo é transformar as conclusões da investigação em medidas que contribuam para fortalecer a rede de proteção no município. “Nosso objetivo sempre foi transformar as conclusões da CPI em ações concretas capazes de fortalecer a rede de proteção e preservar vidas. Este relatório apresenta caminhos para que Uberlândia avance no enfrentamento à violência contra a mulher”, afirmou.

A apresentação do relatório final será realizada na Sala de Reuniões Dr. João Pedro Gustin, na Câmara Municipal de Uberlândia.

Acompanhe o Portal Paranaíba Mais para conferir os principais pontos do relatório da CPI do Feminicídio e os desdobramentos da apresentação na Câmara Municipal.