Briga de facções teria motivado homicídio mais recente em Araguari
A vítima estava acompanhada de um amigo barbeiro, que também acabou sendo atingido pelos disparos; o principal suspeito do crime foi encontrado escondido na casa da sogra
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Segundo a Polícia Militar, o adolescente de 16 anos que morreu após ser baleado em frente ao colégio infantil CMEI Zaquia Pedreiro, no Bairro Novo Horizonte, em Araguari (MG), estaria envolvido em briga de facções do crime organizado brasileiro. O caso seria provocado por uma rixa entre o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em um núcleo mineiro, baseado em Araguari.

O caso aconteceu na noite deste sábado (14) de Carnaval, quando três homens encapuzados desceram de um veículo preto e fizeram os disparos. O jovem estava acompanhado de um outro homem, um colega barbeiro, que também acabou sendo baleado na perna.
Vítima estava acompanhada no momento dos disparos
Assim que compareceram ao local do crime, a PM encontrou a vítima caída na rua sem sinais vitais. A morte foi constatada pela equipe do Samu, que foi acionada por testemunhas no local.
Enquanto isolavam a cena do crime, algumas pessoas relataram aos militares que uma outra pessoa também havia sido atingida na perna pelos disparos, quando tentou se esconder dentro de uma casa na mesma rua.
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Assim que foi encontrado, ele relatou que é barbeiro e tinha acabado de atender um cliente quando foi se encontrar com a vítima, que também era seu cliente.
Quando os dois estavam se cumprimentando, os suspeitos desceram do carro e atiraram na direção do adolescente. O barbeiro, que estava de tornozeleira eletrônica, explicou que embora esteja cumprindo medida restritiva, não estava sendo ameaçado por ninguém e acredita que foi baleado por estar muito próximo da vítima, no momento do crime. Ele negou que tenha envolvimento na briga de facções.
Crime pode ter sido motivado por briga de facções
Durante apuração do caso, a polícia entrou em contato com a namorada da vítima, que informou aos policiais que o jovem vinha recebendo ameaças de um homem faccionado ao Comando Vermelho (CV).
Segundo o relato, o suspeito se tratava de um borracheiro e que o conflito com o adolescente executado teria surgido por conta da aproximação da vítima com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Após a polícia investigar o paradeiro do principal suspeito do caso, indo ao encontro de familiares e amigos, os militares encontraram o homem na casa da sogra. Ele tentou alegar que estava na companhia de um amigo, mas a PM conseguiu desmentir a versão e realizou a condução.
Os demais suspeitos de participarem do crime ainda não foram identificados. Agora, o caso segue com a Polícia Civil, que realizou a perícia no local do crime e tenta comprovar as motivações da morte do adolescente.
Entenda o passo a passo da investigação da PM:
- PM compareceu ao endereço da borracharia, no bairro Nossa Sra. da Penha, indicado pela namorada da vítima, e encontrou com os pais do suspeito. Ambos se mostraram nervosos e disseram não saber do paradeiro do filho
- Depois, o pai alegou que o filho estaria na casa da namorada desde a tarde daquele dia. Mas a mãe, por outro lado, disse que tinha acabado de voltar da casa da nora, e que ele não estava lá.
- Ao comparecerem ao endereço da namorada do borracheiro, ela estava nervosa e chorando por não saber a localização do parceiro.
- Por volta de 1h30 da madrugada, a polícia foi informada de que o suspeito estava na casa da sogra, no bairro São Sebastião. Ao comparecerem ao endereço, os militares encontraram o borracheiro trancado em um quarto nos fundos da casa.
- O suspeito alegou que sumiu naquele dia para ajudar um amigo na BR-050, mas não conseguiu comprovar a história e ainda apagou todos os registros em seu telefone.
- Para comprovar a situação, a polícia localizou o suposto amigo do borracheiro, que alegou que estava na companhia do irmão e que não viu o amigo o dia inteiro.
- Com a versão do suspeito desmentida, ele foi apreendido e levado à UPA, para passar por avaliação médica, e posteriormente apresentado à Polícia Civil, que segue com a investigação do caso.
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Tentativa de desviar viaturas chamou atenção da polícia
Durante a apuração do crime, os militares também relataram uma ligação anônima, que alegou ter informações sobre o crime que teria vínculo com a briga de facções. A PM suspeita de que a ligação, feita por uma mulher, tinha o propósito de levar as equipes para outro endereço e desviar o foco das viaturas da região onde estaria o integrante de uma das facções.
A equipe identificou o endereço da chamada e no local uma mulher confirmou que se tratava do seu número, mas negou ter feito qualquer denúncia à polícia.