Bactéria mata narcopiloto brasileiro que trabalhava para o mais procurado da Colômbia
Foragido desde 2022, Márcio Uebel Hübner trabalhava para Iván "Mordisco", o mais procurado da Colômbia, e morreu após ser infectado por uma bactéria rara
O narcopiloto brasileiro Márcio Uebel Hübner, que trabalhava para o homem mais procurado da Colômbia, teve a fuga de quatro anos encerrada por uma infecção rara, causada por uma bactéria capaz de destruir tecido humano em questão de dias. Segundo apuração do Núcleo Investigativo da RECORD, ele foi abandonado por desconhecidos na porta de um hospital na cidade colombiana de Inírida, no departamento de Guainía, já em estado grave e sem condições de buscar ajuda por conta própria.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Os médicos que o atenderam diagnosticaram fasciíte necrosante, doença provocada por um microrganismo popularmente apelidado de bactéria “come-carne”. A infecção age liberando toxinas que destroem tecidos vivos, levando à necrose em ritmo acelerado. Hübner resistiu por apenas cinco dias após dar entrada na unidade de saúde.
Narcopiloto brasileiro era procurado desde 2022
Segundo apuração da Record, a trajetória criminosa do piloto começou a ruir ainda em 2022, quando uma aeronave sob seu comando precisou pousar de forma forçada em Jales, cidade do interior de São Paulo. Dentro do avião, agentes encontraram um carregamento de 656 quilos de cocaína.
Hübner e um cúmplice conseguiram escapar antes de serem alcançados pela polícia, e a partir dali passaram a ser alvo de um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal brasileira, renovado neste ano pela Justiça Federal de Jales.
Sem poder voltar ao Brasil, o brasileiro atravessou a fronteira e passou a viver escondido na selva colombiana. Foi somente durante o atendimento médico de emergência, já com a saúde debilitada, que sua verdadeira identidade veio à tona, levando à sua prisão dentro do próprio hospital, dias antes de sua morte.
Narcopiloto brasileiro trabalhava para Iván “Mordisco”
Ainda de acordo com o Núcleo Investigativo da Record, enquanto vivia escondido, Hübner conquistou a confiança de Iván “Mordisco”, considerado o criminoso mais procurado da Colômbia, e passou a integrar sua estrutura como piloto. As rotas ficavam concentradas no chamado “corredor da selva”, trecho de floresta sob domínio do guerrilheiro na fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, onde pistas de pouso improvisadas convivem com laboratórios clandestinos de processamento de cocaína.
Por trás do apelido “Mordisco” está Néstor Gregorio Vera Fernández, lider de uma orgnaização considerada criminosa dissidente das extintas FARC. Ele começou na guerrilha como atirador de precisão e técnico em explosivos, experiência que o levou, com o tempo, ao comando do Estado-Maior Central (EMC).
A fama de violência rendeu a ele a comparação com Pablo Escobar: entre os métodos atribuídos ao guerrilheiro estão ataques com drones carregados de explosivos, usados tanto contra policiais quanto em massacres de civis. Por sua captura, viva ou morta, o governo da Colômbia oferece recompensa próxima de US$ 1,5 milhão, valor equivalente a R$ 7,6 milhões.
Para ficar por dentro das principais notícias do Brasil e do mundo, continue acompanhando o Paranaíba Mais.