Anvisa suspende energético de marca conhecida em todo o país

Agência também recolhe lotes de água mineral por contaminação; fabricante do energético não comprovou segurança do produto perante o órgão sanitário

, em Uberlandia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quinta-feira (16), a comercialização de todas as versões do energético de uma marca em território nacional. A decisão consta em resolução publicada pelo órgão e atinge a fabricação, a distribuição, a divulgação e o consumo do produto, independentemente do sabor.

 

Anvisa suspende energético da marca Mister Hemp por falta de testes de segurança
Anvisa suspende energético da marca Mister Hemp por falta de testes de segurança – Crédito: Reprodução/Redes Sociais

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De acordo com o texto da Anvisa, a fabricante do energético da marca Mister Hemp, a empresa G. Freitas Alimentos, não realizou os testes de estabilidade exigidos para comprovar que a bebida mantém suas características de segurança, composição e qualidade até o fim do prazo de validade. A ausência desses estudos foi o principal motivo para o bloqueio imediato das vendas em todo o país.

Energético é retirado do mercado por falta de registro

Além da ausência dos testes de estabilidade, a Anvisa apontou outra irregularidade grave envolvendo o energético: a empresa não comprovou a regularização do produto junto ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), cadastro obrigatório para que bebidas do tipo circulem legalmente pelo território brasileiro.

Consumidores que tiverem qualquer item da linha Mister Hemp em casa devem interromper o consumo. A Anvisa não informou, na resolução, prazo para eventual regularização da marca junto ao órgão. A determinação completa pode ser consultada diretamente no site oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, responsável pela fiscalização de alimentos e bebidas em todo o Brasil.

Anvisa suspende dispositivos médicos fabricados pela Heuer International

A Anvisa também determinou a suspensão da comercialização, distribuição, importação e uso de diversos dispositivos médicos fabricados pela empresa Heuer International (A Division of G.S.T. Corporation Limited). A medida foi adotada após uma inspeção realizada pelo organismo certificador TÜV SÜD America identificar irregularidades no cumprimento das normas de boas práticas de fabricação.

A decisão vale para todos os lotes fabricados a partir de 6 de fevereiro de 2026 e atinge produtos importados e comercializados por diferentes empresas brasileiras.

Entre os itens suspensos estão:

  • Viva Care Material Médico Hospitalar Ltda.: cânulas para aspiração AMIU e seringas de aspiração AMIU;
  • HTS Tecnologia em Saúde, Comércio, Importação e Exportação Ltda.: cânula de Karman GTSC, pessário vaginal circular GSTC e seringa aspirativa de válvula dupla para cânulas de Karman GTSC;
  • QR Consulting, Importação e Distribuição de Produtos Médicos Ltda.: cânulas intravenosas com e sem dispositivo de segurança, kit de aspirador a vácuo manual, ressuscitador manual e torneira de três vias;
  • Cirúrgica Santa Helena Ltda.: aspirador manual AMIU e cânula de aspiração AMIU;
  • JoãoMed Comércio de Materiais Cirúrgicos S/A: aspirador manual intrauterino AMIU – VitalGold.

Segundo a Anvisa, a suspensão foi motivada pelo descumprimento de requisitos sanitários verificados durante a auditoria, o que compromete a conformidade dos produtos com as normas de fabricação vigentes.

Água mineral também é alvo de recolhimento

No mesmo pacote de medidas, a Anvisa determinou a suspensão de dois lotes específicos da água mineral Mamba Water, fabricados nos dias 3 e 4 de abril de 2026. Segundo a agência, testes identificaram a presença da bactéria Pseudomonas Aeruginosa nas embalagens de 350 ml, o que motivou o recolhimento voluntário anunciado pela fabricante HNK BR Indústria de Bebidas Ltda.

Diferentemente do energético, cuja proibição é definitiva até nova avaliação da Anvisa, o caso da água mineral está restrito aos lotes 13 e 14, já identificados pela empresa responsável pela marca.

A expectativa é que o mercado de bebidas passe por fiscalização reforçada nas próximas semanas, à medida que a Anvisa avalia a regularização de outros produtos similares ao energético suspenso.

O que o consumidor deve fazer?

Quem possui unidades dos lotes 13 ou 14 deve interromper o consumo.

A recomendação é verificar o número do lote — normalmente impresso no fundo da lata ou na embalagem — e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante para solicitar a troca ou o reembolso, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Os demais lotes da Mamba Water não foram incluídos na medida e podem ser consumidos normalmente, desde que não apresentem alterações de cheiro, sabor ou aparência.

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