Após caso da Ypê, Anvisa recolhe água Mamba Water por bactéria; veja os lotes
Dois lotes da água mineral em lata tiveram a venda suspensa após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Consumidores devem verificar o número do lote antes de consumir o produto
Quem comprou a água mineral Mamba Water em lata deve verificar o número do lote antes do consumo. Dois lotes do produto foram recolhidos após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises de controle de qualidade. Além do recolhimento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso das unidades fabricadas em abril deste ano.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União depois que a própria fabricante, HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., comunicou à Anvisa a detecção do microrganismo em análises de rotina. Segundo a agência, não há registro de consumidores afetados até o momento.
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Quais lotes da Mamba Water foram recolhidos?
O recolhimento envolve a Mamba Water Água Mineral Sem Gás, comercializada em latas de 350 ml.
Os lotes afetados são:
- Lote 13 — fabricado em 3 de abril de 2026, com validade até 3 de abril de 2027;
- Lote 14 — fabricado em 4 de abril de 2026, com validade até 4 de abril de 2027.
A Anvisa orienta que consumidores não utilizem produtos desses lotes e verifiquem as informações impressas na embalagem antes do consumo.
Bactéria já motivou outros recolhimentos no Brasil
Este é o terceiro episódio recente envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa no país. Em abril, o microrganismo foi identificado em mais de 100 lotes de produtos da Ypê. Em junho, a contaminação também levou ao recolhimento de um lote da água mineral Crystal.
A legislação sanitária brasileira não permite a presença da bactéria em água destinada ao consumo humano.
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Quais são os riscos da Pseudomonas aeruginosa?
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista encontrada naturalmente em ambientes como água e solo. Em pessoas saudáveis, a ingestão costuma apresentar baixo risco. No entanto, o microrganismo pode causar infecções graves em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Os principais grupos de risco são:
- idosos;
- crianças;
- pacientes em tratamento contra o câncer;
- pessoas transplantadas;
- pessoas com HIV sem controle adequado;
- usuários de medicamentos imunossupressores.
Nesses casos, a bactéria pode provocar infecções nos pulmões, no trato urinário, na pele e até atingir a corrente sanguínea.
Por que os produtos foram suspensos?
Segundo a Anvisa, a legislação brasileira determina que a água mineral destinada ao consumo humano esteja livre da presença de Pseudomonas aeruginosa.
A resolução aponta o descumprimento dos padrões microbiológicos e de qualidade previstos na legislação sanitária. Por isso, além do recolhimento iniciado pela fabricante, a agência determinou a suspensão da venda, da distribuição e do uso dos lotes afetados até a conclusão das medidas de controle.
O que o consumidor deve fazer?
Quem possui unidades dos lotes 13 ou 14 deve interromper o consumo.
A recomendação é verificar o número do lote — normalmente impresso no fundo da lata ou na embalagem — e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante para solicitar a troca ou o reembolso, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Os demais lotes da Mamba Water não foram incluídos na medida e podem ser consumidos normalmente, desde que não apresentem alterações de cheiro, sabor ou aparência.
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