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“Todo mundo sabia”, diz produtora de filme sobre Bolsonaro

Produtora responsável por Dark Horse afirmou ao R7 que participação de Daniel Vorcaro no filme sobre Bolsonaro era conhecida pelos envolvidos

, em Uberlandia

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O filme sobre Bolsonaro voltou ao centro de uma nova controvérsia após declarações da empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp Entertainment e responsável pelo longa Dark Horse. Em entrevista exclusiva ao R7, ela afirmou que Daniel Vorcaro participou financeiramente do projeto e que a informação já era conhecida entre pessoas ligadas à produção.

Imagem de divulgação do filme sobre Bolsonaro
Primeiro poster do filme que retrata a campanha de 2018 do ex-presidente Jair Bolsonaro – Redes Sociais/Instagram/Divulgação

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Segundo Karina, os recursos teriam sido enviados por meio de um fundo chamado Havengate. Ela explicou que considerou natural o interesse de Vorcaro pelo projeto cinematográfico, já que ele teria histórico de patrocínios em diferentes áreas do entretenimento e do esporte.

“O dinheiro do Daniel veio por meio de um fundo chamado Havengate. Eu não faço diligência do fundo; o fundo é que faz em mim. O Daniel era conhecido por patrocinar programas de TV, Fórmula 1, já tinha patrocinado os filmes do Lula e do Temer, e achei normal o interesse no filme — e todo mundo sabia”, declarou ao R7.

Ainda de acordo com a produtora, Vorcaro teria iniciado conversas relacionadas ao projeto com Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ainda em 2024. Karina afirmou também que, naquele momento, os problemas envolvendo o empresário não eram conhecidos publicamente.

A declaração chamou atenção porque, dias antes, a própria GoUp havia divulgado uma nota negando qualquer relação financeira entre Vorcaro e o longa-metragem. No comunicado, a empresa alegou que contratos ligados ao setor audiovisual nos Estados Unidos impedem a divulgação pública da identidade de investidores protegidos por acordos de confidencialidade.

A produtora destacou que esse tipo de cláusula faz parte de operações privadas do mercado de entretenimento e afirmou que precisa respeitar as regras previstas nos contratos firmados para o desenvolvimento do projeto.

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Filme sobre Bolsonaro teve financiamento negado em nota

Na nota divulgada anteriormente, a GoUp declarou que o filme sobre Bolsonaro não recebeu “um único centavo” de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao empresário.

O comunicado também reforçou que o longa foi estruturado por meio de parcerias privadas e mecanismos considerados legais dentro do mercado audiovisual nacional e internacional, sem utilização de dinheiro público.

A empresa acrescentou ainda que reuniões, apresentações e conversas com possíveis investidores não significam necessariamente a concretização de aportes financeiros ou participação societária nos projetos.

Por fim, a GoUp afirmou repudiar associações consideradas indevidas entre o filme e fatos externos sem comprovação documental, financeira ou contratual. A produtora reiterou que segue à disposição das autoridades e da imprensa para prestar esclarecimentos sobre o caso.