Simões sanciona lei que transfere imóveis de Uberlândia para reduzir dívida de MG
Lei permite uso de imóveis de Uberlândia para abatimento da dívida de Minas com a União; lista inclui Ceasa, prédio do DER e delegacia
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sancionou a lei que autoriza o Estado a transferir imóveis para a União como forma de abatimento da dívida mineira com o Governo Federal, estimada em cerca de R$ 181 bilhões. A sanção foi publicada na edição deste sábado (16) do Diário Oficial do Estado, por meio da Lei nº 25.871, de 15 de maio de 2026, e traz nove imóveis de Uberlândia que pertencem ao Estado.
O projeto havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na última quarta-feira (13) e integra o pacote de adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), criado pelo Governo Federal para renegociar a dívida de MG e de outros estados com a União.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsAppG
Em dezembro de 2025, o Governo de Minas formalizou adesão ao programa federal. A proposta prevê o pagamento inicial de 20% da dívida e o refinanciamento do restante em até 30 anos.
Imóveis de Uberlândia poderão abater dívida de MG
Entre os imóveis autorizados para transferência, venda ou eventual leilão, estão nove áreas localizadas em Uberlândia:
- MLP/Ceasa — Rodovia BR-050, km 76;
- Prédio Cidade Industrial — Avenida Comendador Alexandrino Garcia, 2.689;
- Terreno invadido — Avenida Atlântica, lote 23, quadra 75, bairro Presidente Roosevelt;
- Antiga sede da 16ª Delegacia Regional de Polícia — Rua Rio Grande do Norte, 1.425;
- Edifício cedido à Escola de Música — Rua das Juritis, 1.315;
- Fazenda do Buriti;
- Escola Estadual 13 de Maio (desativada) — Avenida Monsenhor Eduardo, 471;
- Terreno do Colégio Tiradentes — Rua Imperatriz Leopoldina, 155, bairro Tubalina;
- 11ª Coordenadoria Regional do DER-MG — Rua Itabira, 257, bairro Daniel Fonseca.

LEIA MAIS! Estado prevê construção de novo prédio da Escola 13 de Maio, interditado há mais de 10 anos
Lista foi reduzida após debates na ALMG
O texto enviado originalmente pelo então governador Romeu Zema (Novo) previa 343 imóveis. Após discussões na ALMG e manifestações de parlamentares e representantes de setores culturais, a relação foi reduzida para 190 propriedades.
Entre os imóveis mantidos na lista estão:
- Expominas;
- Minascentro;
- Automóvel Clube;
- Grande Hotel de Araxá;
- PlugMinas;
- Espaço do Conhecimento da UFMG.
Já imóveis como o Palácio das Artes, o Colégio Estadual Central, o Memorial de Direitos Humanos e unidades da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) ficaram fora da versão final aprovada pelos deputados.
Governo poderá realizar leilões
Caso a União não demonstre interesse nos imóveis usados para reduzir a dívida de MG, o governo estadual poderá realizar leilões públicos.
Segundo a lei sancionada, se não houver compradores no primeiro certame, o Estado poderá conceder descontos progressivos de até 25% sobre o valor de avaliação dos imóveis a partir da segunda tentativa de venda.
A legislação também autoriza o uso das propriedades em fundos de investimento e em parcerias com a iniciativa privada. A lista completa dos imóveis autorizados pode ser consultada na edição deste sábado (16) do Diário Oficial de Minas Gerais.