ELEIÇÕES 2026 Segundo Turno Confira os resultados da apuração VEJA OS RESULTADOS DA APURAÇÃO

Quem quer proibir as bets e quem defende as apostas? Fux reúne 34 entidades no STF nesta terça após cobrança da AGU

STF discute a proibição das bets nesta terça-feira (3). Após pedido da AGU, audiência terá 34 participantes, incluindo ministérios e clubes

, em Uberlândia

-

Google News

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (3), a partir das 10h, uma audiência pública para discutir os impactos da proibição das bets no Brasil. A lista de participantes aumentou para 34 órgãos, entidades e associações após a Advocacia-Geral da União (AGU) apontar que a composição inicial dava espaço predominante a clubes de futebol e representantes das empresas de apostas.

A pedido da AGU, o ministro Luiz Fux, relator do caso, convocou representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública, além da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), do Comitê Paralímpico do Brasil e da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf).

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

bets
Fux convoca 34 entidades após AGU questionar lista de participantes – Créditos: Gustavo Moreno/STF

A audiência vai discutir os efeitos da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, publicada em setembro, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa, modalidade que inclui apostas esportivas e jogos on-line.

O encontro será realizado em Brasília e poderá ser acompanhado ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e canal oficial do STF no YouTube.

Por que a AGU pediu a inclusão de mais participantes?

A ampliação ocorreu depois que a AGU questionou a composição inicial da audiência. Na avaliação do órgão, a lista reunia principalmente representantes de clubes esportivos e do mercado de apostas, o que poderia deixar outras perspectivas de fora da discussão.

No pedido encaminhado a Fux, a AGU afirmou que o grupo inicialmente convocado parecia ser formado predominantemente por entidades esportivas e representantes de operadoras de apostas.

O órgão também alertou que essa composição poderia dificultar a apresentação equilibrada de diferentes opiniões e de informações técnicas sobre os efeitos da proibição.

Até então, 17 dos 26 participantes iniciais eram clubes de futebol ou representantes de empresas e entidades ligadas às apostas.

Após analisar o pedido, Fux decidiu aumentar a lista e incluir representantes de áreas como saúde, segurança pública e comércio.

Entidades contrárias às bets ficaram de fora?

Um dos pontos levantados no debate é a ausência, na lista desta terça-feira, de organizações que participaram de audiências anteriores e apresentaram críticas aos impactos das apostas.

Em novembro de 2024, Fux conduziu duas audiências públicas no STF para discutir os efeitos das bets. Na ocasião, participaram entidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), o Instituto Alana e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Essas organizações apontaram consequências sociais relacionadas às apostas, especialmente nas áreas de saúde e proteção dos consumidores.

Ao justificar a mudança, Fux lembrou que os impactos negativos das apostas já foram discutidos pela Corte.

Em sua decisão, o ministro afirmou:

“Os malefícios sociais das apostas já são de conhecimento desta Corte, tendo sido, inclusive, utilizados para embasar votos meus em outros julgados sobre o tema.”

Apesar da inclusão de novos participantes, as entidades que fizeram críticas às bets nas audiências de 2024 não aparecem entre os convocados para o encontro desta terça-feira.

LEIA MAIS!

O que está em discussão no STF?

A audiência foi convocada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).

A entidade questiona a validade da MP nº 1.394/2026 e pede que o STF suspenda a proibição das apostas no país.

A medida provisória, publicada em 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa, tanto em plataformas físicas quanto digitais.

Na prática, a norma atingiu as apostas esportivas e os jogos on-line oferecidos pelas empresas do setor.

A audiência pública servirá para reunir informações e ouvir os diferentes envolvidos antes da análise judicial. Não se trata, portanto, de um julgamento definitivo sobre a proibição das bets.

Veja quem participa da audiência pública sobre as bets e os horários

A programação prevê manifestações de 34 entidades, órgãos e associações. Cada participante terá dez minutos para apresentar suas considerações.

Confira a relação e os horários:

Manhã — clubes e entidades esportivas

  1. Flamengo — 10h10 às 10h20;
  2. Fluminense — 10h20 às 10h30;
  3. Botafogo — 10h30 às 10h40;
  4. Cruzeiro — 10h40 às 10h50;
  5. São Paulo — 10h50 às 11h;
  6. Corinthians — 11h às 11h10;
  7. Ponte Preta — 11h10 às 11h20;
  8. Vitória — 11h20 às 11h30;
  9. Guarani — 11h30 às 11h40;
  10. Portuguesa — 11h40 às 11h50;
  11. Grêmio — 11h50 às 12h;
  12. Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) — 12h às 12h10;
  13. Confederação Brasileira de Futebol (CBF) — 12h10 às 12h20;
  14. Comitê Olímpico do Brasil (COB) — 12h20 às 12h30;
  15. Comitê Paralímpico do Brasil — 12h30 às 12h40.

Tarde — governo, associações e representantes do setor

  1. Advocacia-Geral da União (AGU) — 14h às 14h10;
  2. Procuradoria-Geral da República (PGR) — 14h10 às 14h20;
  3. Ministério da Fazenda — 14h20 às 14h30;
  4. Ministério do Esporte — 14h30 às 14h40;
  5. Ministério da Justiça e Segurança Pública — 14h40 às 14h50;
  6. Ministério da Saúde — 14h50 às 15h;
  7. Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) — 15h às 15h10;
  8. Associação Brasileira de Supermercados (Abras) — 15h10 às 15h20;
  9. Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) — 15h20 às 15h30;
  10. Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) — 15h30 às 15h40;
  11. Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) — 15h40 às 15h50;
  12. Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos da República Federativa do Brasil (Anpv) — 15h50 às 16h;
  13. Associação Brasileira das Concessionárias e Permissionárias de Loterias Estaduais (Abracopel) — 16h às 16h10;
  14. Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) — 16h30 às 16h40;
  15. Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) — 16h40 às 16h50;
  16. Confederação Nacional da Indústria (CNI) — 16h50 às 17h;
  17. Laboratório de Regulação Econômica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ Reg) — 17h às 17h10;
  18. Associação Brasileira de Liberdade Econômica (Able) — 17h10 às 17h20;
  19. Associação Internacional de Gaming (Aigaming) — 17h20 às 17h30.

Como assistir à audiência sobre as bets?

A audiência pública começa às 10h desta terça-feira (3), em Brasília (DF).

A transmissão será feita pelos seguintes canais:

A sessão será conduzida pelo ministro Luiz Fux e integra a discussão judicial sobre a validade da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil.

Para ficar por dentro das principais notícias do Brasil e Mundo continue acompanhando o Paranaíba Mais.