Pedido de impeachment de ministros de Lula chega ao STF com 16 nomes

Oposição protocola no STF pedidos contra 16 integrantes do governo e aponta omissão em 54 requerimentos de informação não respondidos no prazo legal

, em Uberlândia

A oposição na Câmara dos Deputados levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de impeachment de 16 integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa sustenta que houve descumprimento de dever legal na resposta a requerimentos de informação encaminhados por parlamentares.

 

Impeachment de ministros de Lula chega ao STF com 16 nomes
Oposição em conversa com a imprensa no Salão Verde da Câmara dos Deputados
– Crédito: Reprodução/Youtube/ Poder 360

De acordo com a deputada federal Caroline de Toni, cabe ao Legislativo fiscalizar os atos do Executivo e exigir transparência no uso de recursos públicos. Antes de protocolar as ações, a parlamentar afirmou que os ministros citados deixaram de responder dentro do prazo constitucional a dezenas de pedidos formais apresentados por deputados.

Os documentos foram apresentados no Supremo Tribunal Federal, onde caberá a análise jurídica dos requerimentos. Segundo a oposição, 54 solicitações de informação feitas entre 2024 e 2025 não receberam retorno dentro dos 30 dias previstos na Constituição Federal. Em alguns casos, as respostas teriam sido enviadas meses depois ou somente no ano seguinte.

A deputada argumenta que o artigo 50 da Constituição determina que ministros de Estado precisam prestar informações ao Congresso Nacional dentro do prazo legal, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade. Ela declarou que a omissão administrativa pode configurar infração político-administrativa, passível de impeachment.

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Entre os alvos dos pedidos de impeachment de ministros de Lula estão:

  • Fernando Haddad, da Fazenda;
  • Alexandre Padilha, da Saúde;
  • Camilo Santana, da Educação;
  • Wolney Queiroz, da Previdência Social;
  • Mauro Vieira, das Relações Exteriores;
  • Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional;
  • Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas;
  • José Múcio Monteiro, da Defesa;
  • Vinícius Marquês de Carvalho, da Controladoria Geral da União;
  • Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações;
  • Luiz Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
  • André Fufuca, dos Esportes;
  • Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária;
  • Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;
  • Jader Barbalho Filho, das Cidades;
  • Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social.

Impeachment de ministros de Lula pode gerar crise política

Caso o Supremo avance na análise e entenda que houve crime de responsabilidade, o processo poderá resultar em sanções político-administrativas. Diferentemente de crimes comuns, esse tipo de infração não se limita ao Código Penal, pois envolve normas constitucionais específicas aplicáveis a altas autoridades no exercício do cargo.

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Se confirmado, o enquadramento pode levar à perda da função pública e à inelegibilidade, ampliando o impacto político da medida. Para o governo, o movimento da oposição representa mais um capítulo de tensão institucional, especialmente porque envolve um número expressivo de ministros e atinge áreas estratégicas da administração federal.