Gabriel Azevedo defende conexão ferroviária entre Uberlândia e Belo Horizonte

Candidato ao governo de MG, Gabriel Azevedo esteve no Balanço Geral desta segunda-feira (24) para apresentar suas propostas

, em Uberlândia

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O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) defendeu, durante entrevista ao Balanço Geral nesta segunda-feira (24), a criação de uma conexão ferroviária entre Uberlândia e Belo Horizonte. Segundo ele, a ligação entre as duas maiores cidades do estado é estratégica para reduzir custos de transporte e tornar a logística mineira mais eficiente.

Na avaliação de Azevedo, a implantação de uma conexão ferroviária poderia beneficiar não apenas o Triângulo Mineiro, mas também outras regiões do estado. Ele citou a possibilidade de conectar a região de Pirapora a uma importante fronteira agrícola e, posteriormente, integrar o Triângulo Mineiro à capital.

O candidato classificou como um “absurdo” o fato de Uberlândia e Belo Horizonte não contarem com uma ligação ferroviária direta.

“Tem que ter conexão dupla entre Uberlândia e BH. É um absurdo as duas maiores cidades de Minas não estarem conectadas”, disse.

Gabriel Azevedo entrevista
Gabriel Azevedo defende conexão ferroviária entre Uberlândia e Belo Horizonte – Crédito: Reprodução/ TV Paranaíba

Azevedo afirmou que pretende criar um Fundo Ferroviário Estadual, abastecido com recursos provenientes da mineração, para ampliar os investimentos em ferrovias. Para o candidato, Minas Gerais depende excessivamente do transporte rodoviário, o que impacta diretamente o preço dos alimentos e de outros produtos.

“Quero montar uma poupança que vem da mineração justamente para transformar a forma como transportamos as coisas em Minas Gerais em algo mais inteligente. Vamos pelos trilhos”, afirmou.

A TV Paranaíba RECORD transmite uma série de entrevistas com candidatos ao Governo de Minas Gerais. As entrevistas serão realizadas ao vivo no Balanço Geral Minas, a partir das 13h30, com apresentação do jornalista Lair Rennó.

Nesta terça-feira (25) será a vez do candidato Alexandre Kalil, que não conseguiu comparecer na data pré-determinada do dia 17 de agosto por questões médicas.

Gabriel Azevedo defende mineração como fonte de investimentos

A proposta ferroviária está ligada, segundo Azevedo, a uma mudança na forma como o estado utiliza os recursos provenientes da mineração. Ele criticou o modelo atual, em que o minério é retirado de Minas Gerais sem que, na avaliação dele, os benefícios econômicos permaneçam de maneira significativa no estado.

“Hoje a mineração tira o minério, deixa o buraco, enriquece poucos e você não vê esse recurso”, disse.

Azevedo também defendeu que Minas Gerais avance na industrialização de minerais estratégicos. Como exemplo, citou o lítio e afirmou que o estado deveria investir na produção de baterias em vez de exportar a matéria-prima e importar produtos industrializados.

Dívida e contas públicas

Durante a entrevista, o candidato também falou sobre a situação fiscal de Minas Gerais. Ele citou um orçamento estadual de aproximadamente R$ 150 bilhões para 2027 e uma dívida com a União que, segundo ele, chega a cerca de R$ 179 bilhões.

Azevedo defendeu o controle dos gastos públicos e afirmou que o governo não pode gastar mais do que arrecada. Segundo ele, o estado precisa organizar as contas para conseguir pagar o que deve.

Ele também criticou renúncias fiscais concedidas pelo governo estadual. Segundo o candidato, cerca de 4 mil empresários não estariam pagando impostos, em um montante que chegaria a R$ 26 bilhões quando considerados incentivos e benefícios fiscais.

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A proposta é realizar, nos primeiros 100 dias de governo, uma avaliação dos incentivos concedidos pelo estado. Para Azevedo, benefícios podem ser mantidos quando houver retorno em geração de empregos e desenvolvimento econômico.

Ele também defendeu a criação de uma agência ou comissão independente para avaliar as políticas públicas e os resultados dos incentivos concedidos pelo governo.

Segurança pública

Na área da segurança, Azevedo afirmou que organizações criminosas já chegaram a Minas Gerais e defendeu maior integração entre as forças de segurança.

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Segundo ele, o estado precisa trabalhar em conjunto com a Polícia Federal e fortalecer a atuação de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Também defendeu que os policiais tenham equipamentos adequados para o enfrentamento ao crime organizado.

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