Câmara de Uberlândia analisa veto aos wind banners nesta quarta; entenda

Vereadores decidem nesta quarta-feira (14) se mantêm o veto de Paulo Sérgio ao projeto; Prefeitura aponta riscos à segurança, à acessibilidade e à paisagem urbana

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A Câmara Municipal de Uberlândia deve analisar, na reunião ordinária desta quarta-feira (14), o veto aos wind banners. O prefeito Paulo Sérgio Ferreira vetou integralmente o projeto que permite o uso dessas bandeiras na publicidade comercial da cidade, alegando riscos à segurança viária, à acessibilidade e à paisagem urbana.

A inclusão do tema na pauta antecipa a previsão de votação apenas em novembro, divulgada na semana passada. Os vereadores devem decidir se mantêm ou derrubam o veto do Executivo.

O Projeto de Lei Ordinária nº 1323/2026 altera o Código Municipal de Posturas para permitir esses equipamentos na publicidade comercial. Os windbanners são bandeiras fixadas em hastes com bases de apoio, usadas para divulgar estabelecimentos, produtos e serviços.

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Veto aos wind banners entra na pauta da Câmara de Uberlândia nesta quarta-feira (14) – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

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Por que o prefeito vetou o projeto dos wind banners?

Os vereadores aprovaram a proposta em setembro, mas o veto integral do prefeito impediu que as alterações entrassem em vigor. Na justificativa, a Prefeitura argumentou que as estruturas podem causar poluição visual e dificultar a visão dos motoristas. Também apontou riscos de deslocamento dos suportes pela ação do vento ou por falhas na fixação.

Outro ponto envolve a circulação nas calçadas. Segundo o Executivo, as bandeiras podem criar obstáculos para pedestres, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Projeto dos wind banners tem 15 vereadores como autores

Uma das autoras, Liza Prado (Cidadania) defende a regulamentação dos equipamentos e busca apoio para derrubar o veto. Em entrevista à TV Paranaíba, ela afirmou que conversava com os colegas para manter o apoio dado ao projeto.

Além de Liza, assinam a proposta Abatenio Marquez, Amanda Gondim, Antônio Augusto Queijinho, Delegada Lia Valechi, Elinho da Academia, Fabão e Jair Ferraz.

Também são autores Janaina Guimarães, Neemias Miquéias, Nei Borges, Prof. Conrado Augusto, Sérvio Túlio, Zezinho Mendonça e Ângela do Postinho.

O que acontece após a votação do veto aos windbanners?

A análise na Câmara Municipal de Uberlândia prevê votação nominal, com registro do posicionamento de cada vereador. Para derrubar o veto, é necessária maioria absoluta. Se os vereadores mantiverem a decisão de Paulo Sérgio, as alterações previstas no projeto não entrarão em vigor. Se derrubarem o veto, o texto seguirá para promulgação.

Até que uma eventual mudança na legislação entre em vigor, continuam válidas as regras atuais do Código Municipal de Posturas.

Para acompanhar as decisões que afetam Uberlândia e região, acesse o Portal Paranaíba Mais.