TSE aponta 34.393 votos após às 17h no segundo turno; Minas teve 136
Votos após às 17h chegaram a 34.393 no 2º turno, segundo o TSE, depois que o STF estendeu a votação até as 19h por causa de problemas no transporte de eleitores.
Os votos após às 17h no segundo turno das Eleições 2026 totalizaram 34.393 (0,028% dos votos válidos) em todo o país, de acordo com levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (27). A conta abrange 497.333 seções eleitorais que registraram o fim da votação depois desse horário. De acordo com os dados do levantamento, cerca de 75% dos votos computados após às 17h ocorreram em sessões que não permaneceram abertas por causa da determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, e sim em procedimento de encerramento.
A maior parte do volume se concentrou na primeira hora: 32.399 eleitores votaram entre 17h e 18h. Outros 1.981 votaram entre 18h e 19h, e apenas 13 depois das 19h.

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O prolongamento do horário partiu de uma decisão do STF. Ele autorizou que as seções ainda em funcionamento às 17h, pelo horário de Brasília, seguissem abertas até as 19h. A medida veio depois de as duas candidaturas à Presidência relatarem dificuldades de transporte enfrentadas por eleitores no dia da votação. A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de 4.430.191 votos, uma diferença de 3,58 pontos percentuais.
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Quantos votos após às 17h vieram de seções que ficaram abertas por mais tempo?
O TSE separou as seções que concluíram os trabalhos logo depois das 17h daquelas que continuaram abertas. Pelo critério adotado, 473.065 seções terminaram até as 17h10, enquanto 24.268 permaneceram em funcionamento depois desse horário. Esse segundo grupo computou 8.673 votos desde as 17h.
Outro recorte divulgado pelo Tribunal chama atenção: 6.766 seções só encerraram depois das 19h. Elas somaram 4.773 votos no período posterior às 17h, sendo 2.837 entre 17h e 18h, 1.923 entre 18h e 19h e 13 após às 19h. Esses números já estão contidos no total de 8.673.
Um cálculo feito a partir dos números do TSE mostra que a maior parte dos votos após as 17h ocorreu em seções que encerraram os trabalhos logo em seguida. Dos 34.393 votos registrados depois desse horário, 8.673 vieram das 24.268 seções que permaneceram abertas além das 17h10. Os outros 25.720, cerca de 75% do total, foram computados nas 473.065 seções que fecharam até esse limite, dentro do ritmo normal de encerramento.
Estados com mais seções abertas depois das 17h10
São Paulo lidera o ranking, com 6.093 seções e 2.496 votos computados após as 17h. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 5.713 seções e 2.349 votos. Nos dois estados, Flávio Bolsonaro liderou o segundo turno, com 53,85% e 53,10% dos votos válidos, respectivamente. A Bahia vem na terceira posição, com 3.787 seções e 1.656 votos, e Pernambuco fecha o grupo dos maiores, com 1.872 seções e 577 votos. Já nesses estados, Lula liderou com 71,21% dos votos válidos na Bahia e 69,20% em Pernambuco.
Os demais estados ficaram abaixo de mil seções abertas após as 17h10. Entre eles, o Maranhão teve 865 seções e 166 votos, Minas Gerais registrou 740 seções e 136 votos, o Pará contou 701 seções e 152 votos, e o Distrito Federal somou 696 seções e 157 votos.
Por que encerrar às 17h10 é comum nas eleições
As regras da Justiça Eleitoral impedem que a urna seja encerrada antes das 17h. O fechamento pode acontecer exatamente nesse horário, desde que não haja eleitores esperando para votar. Nas seções sem fila, os mesários começam na hora os procedimentos finais, que incluem a emissão dos Boletins de Urna (BUs). Esses passos estão previstos nos artigos 127 e 160 da Resolução-TSE nº 23.751/2026.
Por isso, algumas urnas registram o encerramento às 17h em ponto ou segundos depois, mesmo que a conclusão leve alguns minutos. Segundo o TSE, registros até as 17h10 fazem parte da rotina e não indicam, por si sós, algo fora do comum. Já onde havia gente na fila às 17h, o artigo 160 manda identificar os eleitores e distribuir senhas, de modo que todos possam votar.
Decisão do STF exigiu ajustes na apuração
Cumprir a ordem do Supremo obrigou a Justiça Eleitoral a adaptar sua operação. O recebimento dos BUs, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados foram suspensos temporariamente e só voltaram a andar depois das 19h.
Na coletiva de encerramento do segundo turno, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, elogiou o trabalho das equipes técnicas. Ele explicou que a decisão judicial pediu mudanças nos sistemas e nas rotinas, além de cuidados extras com a segurança de servidores e mesários. O ministro também agradeceu a magistrados, servidores, mesários e colaboradores, e afirmou que as providências garantiram a continuidade da apuração e o atendimento aos eleitores.
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