Foragido da Operação Luxury diz que vai se entregar e defende ex-miss de Uberlândia
Apontado pelo MP como líder do grupo investigado, ele afirmou que Sara Monteiro apenas lhe emprestou dinheiro e disse que pretende se entregar
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Igor Soares Sobrinho, apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como um dos líderes da organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, publicou um vídeo nas redes sociais enquanto permanece foragido. Na gravação, ele defende a ex-Miss Universe Uberlândia 2025, Sara Monteiro, denunciada pelo MP, e afirma que ela apenas lhe emprestou dinheiro. O caso é um novo desdobramento da Operação Luxury, que investiga um esquema suspeito de movimentar mais de R$ 60 milhões.
Segundo mensagens atribuídas ao suspeito e enviadas ao próprio advogado, Igor afirmou que iria “tirar um sono da beleza” antes de se apresentar às autoridades. Apesar da declaração, ele continua foragido.
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Vídeo traz defesa de Sara Monteiro
Na gravação publicada nas redes sociais, Igor nega o envolvimento de Sara Monteiro nas atividades criminosas investigadas.
Segundo ele, a ex-miss é uma pessoa honesta e sua participação teria se limitado ao empréstimo de dinheiro. O vídeo foi divulgado poucos dias após o MPMG denunciar Sara por suposto envolvimento com a organização criminosa.
Além da gravação, mensagens enviadas pelo investigado indicam que ele pretendia descansar antes de se entregar à Justiça. Até o momento, porém, ele continua sendo considerado foragido.
O que diz o Ministério Público sobre Igor
Na denúncia, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) aponta Igor Soares Sobrinho como um dos líderes da organização investigada na Operação Luxury. Segundo a Promotoria, ele está foragido desde o início da operação, em abril, e teria planejado a fuga com a ajuda da companheira, Sara Monteiro.
O MP afirma que os dois trocaram mensagens pelo aplicativo Signal antes da ação policial. Para os promotores, o conteúdo indica uma articulação para ocultar o paradeiro do investigado e reforça a suspeita de que a fuga foi premeditada. Com base nesses elementos, o MPMG pediu a manutenção da prisão preventiva do investigado e a continuidade das buscas.
A denúncia também sustenta que o foragido exercia papel de liderança no grupo suspeito de atuar no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro. Entre os bens relacionados ao investigado, o MP cita um Porsche 911 Carrera e afirma que a organização teria movimentado mais de R$ 60 milhões.
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Ex-miss foi denunciada por lavagem de dinheiro
A Miss Universe Uberlândia 2025, Sara Monteiro, foi denunciada pelo Ministério Público no início de julho por suposto envolvimento com a organização criminosa. Segundo a investigação, ela não teria participado da coordenação do tráfico de drogas, mas teria auxiliado na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo.
A Polícia Federal (PF) afirma que a influenciadora digital usufruía de recursos provenientes das atividades investigadas e ajudava a dar aparência de legalidade ao patrimônio sob investigação.
Natural de Anápolis (GO) e formada em Administração de Empresas, Sara atua no setor de beleza e estética e acumula mais de 100 mil seguidores nas redes sociais. Ela também é proprietária de uma loja chamada Luxury.

Operação Luxury investiga esquema milionário
Deflagrada em abril em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a Operação Luxury investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 60 milhões com o tráfico de drogas e de utilizar parte dos recursos para manter um alto padrão de vida.
À época da operação, o delegado Dalton Marinho, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), afirmou que os líderes do grupo ostentavam patrimônio incompatível com a renda declarada.
“Parte do dinheiro foi utilizado pelos líderes da organização criminosa de forma luxuosa. Tivemos como alvo uma ex-miss de Uberlândia, que desfrutava de um altíssimo padrão de vida, inclusive com viagens internacionais constantes, realizando compras em lojas de alto padrão e de carros luxuosos”, afirmou o delegado.
Investigados deixaram a prisão temporária
Com o fim do prazo de 30 dias das prisões temporárias decretadas durante a fase ostensiva da operação, cinco investigados deixaram a prisão, entre eles Sara Monteiro.
A soltura ocorreu porque o prazo da prisão temporária terminou e não representa o encerramento das investigações. A denúncia apresentada pelo Ministério Público continua em tramitação na Justiça.
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