Alvos da Operação Luxury tinham vida luxuosa bancada pelo tráfico
Com tecnologia de ponta e empresas de fachada, organização movimentou quase 6 toneladas de entorpecentes; três investigados seguem foragidos
A Operação Luxury, deflagrada nesta quarta-feira (15), em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, identificou que uma organização criminosa que movimentava milhões de reais com o tráfico de drogas mantinha um alto padrão de vida.
“Parte do dinheiro foi utilizado pelos líderes da organização criminosa de forma luxuosa. Tivemos como alvo uma ex-miss de Uberlândia, que desfrutava de um altíssimo padrão de vida, inclusive com viagens internacionais constantes, realizando compras em lojas de alto padrão e de carros luxuosos”, relatou o delegado Dalton Marinho, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).

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Grupo atuava com empresas de fachada e logística criminosa sofisticada
O epicentro do grupo foi identificado em Uberlândia, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão em condomínios de luxo. Segundo o delegado da Polícia Civil, Rafael Herrera, para ocultar a origem do dinheiro, a organização utilizava empresas de fachada para dar “aparente licitude aos ganhos, quando na verdade o dinheiro era fruto do tráfico de drogas”.
Para burlar a fiscalização policial, a organização criminosa utilizava uma logística de transporte sofisticada na região conhecida como “Rota Caipira”. O grupo priorizava estradas de terra e vias rurais onde o policiamento é escasso, acessando rodovias tradicionais apenas quando era necessário.

Segundo Herrera, o esquema contava com veículos batedores que eram posicionados à frente e atrás dos veículos clonados ou adulterados, carregados com os produtos ilícios, para monitorar a presença de viaturas políciais e evitar operações.
“Eles também mantinham contato direto por antenas satélite e faziam conexão durante todo o trajeto”, explicou o delegado. Essa estrutura tecnológica permitia que os criminosos permanecessem conectados e coordenados em tempo real, mesmo em áreas remotas onde não há sinal de celular.
Como foi feita a Operação Luxury
As investigações que deram origem à Operação Luxury começaram em abril de 2025, na cidade de Frutal (MG), após a apreensão de aproximadamente 1,1 tonelada de maconha.
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A partir desse flagrante, os policiais aprofundaram as investigações e identificaram conexões com outras remessas de drogas.
Desde então, o volume total de entorpecentes apreendidos chegou a cerca de 5,9 toneladas, em diferentes municípios. O avanço das investigações permitiu mapear a atuação estruturada do grupo criminoso, que operava de forma organizada e com divisão de tarefas.
Ao longo da operação, foram consolidados:
- 22 mandados de prisão preventiva
- 5 mandados de prisão temporária
- 41 mandados de busca e apreensão
- R$ 61 milhões de bens sequestrados
- 3 mandados de prisão que ainda não foram cumpridos e a busca pelos indivíduos segue em andamento