A Operação Luxury colocou Sara Monteiro, de 36 anos, eleita Miss Universe Uberlândia 2025, entre os alvos da investigação. Natural de Anápolis (GO) e formada em Administração de Empresas, ela ficou conhecida na cidade pela atuação no setor de beleza e estética, além de manter presença ativa nas redes sociais, onde reúne mais de 100 mil seguidores. Sara também é proprietária de uma loja chamada “Luxury”.
Presa nesta quarta-feira (15), em São Paulo, é suspeita de integrar o núcleo financeiro de uma organização investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, Sara seria beneficiária direta da movimentação financeira do grupo e também teria participação no processo de ocultação de valores. A investigação aponta que ela é esposa de um dos homens apontados como chefes da organização criminosa, que segue foragido.
Sara Monteiro, Miss Uberlândia 2025, foi presa durante a Operação Luxury – Crédito: Redes sociais/Reprodução
Antes de se tornar alvo da investigação, Sara Monteiro construiu uma imagem pública ligada à internet, aos concursos de beleza e ao empreendedorismo no setor estético. Ela representou Uberlândia no Miss Universe Minas Gerais e chegou a destacar nas redes sociais o orgulho pela cidade. “Representar minha cidade, Uberlândia-MG, com tanto orgulho é o que me motiva a cada passo”, afirmou em um vídeo de divulgação. Além da atuação como modelo, mantinha negócios na área de beleza e já trabalhou com vestuário feminino.
Apesar de ser a representante de Uberlândia, Sara não participou do Miss Universe Minas Gerais, realizado em junho de 2025. Nas redes sociais, compartilhava viagens, rotina fitness, procedimentos estéticos e uma vida de alto padrão. Esse estilo de vida passou a chamar atenção dos investigadores no avanço da apuração.
Segundo publicações nas redes sociais, Sara Monteiro recebeu, em março de 2025, o título de cidadã honorária de Uberlândia, concedido pela Câmara Municipal. Na época, ela destacou o reconhecimento como um marco pessoal e profissional, afirmando que a homenagem reforçava a ligação com a cidade onde construiu sua trajetória. A honraria foi justificada pela visibilidade que ela dava ao município em concursos de beleza e pela atuação no setor de estética.
Sara Monteiro recebeu o título de cidadã honorária de Uberlândia em 2025, concedido pela Câmara Municipal – Crédito: Redes sociais/Reprodução
Operação Luxury aponta atuação no núcleo financeiro
De acordo com a Polícia Federal (PF), Sara não era responsável pela coordenação do tráfico, mas teria ligação com a lavagem de dinheiro atribuída ao grupo. A suspeita é de que ela usufruía de recursos oriundos da atividade criminosa e ajudava a dar aparência de legalidade ao patrimônio investigado.
Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária, os policiais apreenderam celulares e um notebook. Mandados de busca também foram cumpridos em endereços ligados à investigada.
Operação Luxury mira esquema de tráfico e lavagem
A Operação Luxury foi deflagrada nesta quarta-feira (15) em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro, com bloqueio de até R$ 61 milhões em bens.
As investigações começaram após a apreensão de grandes carregamentos de maconha e avançaram até identificar uma estrutura com divisão de funções, uso de imóveis de apoio, veículos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com atividades lícitas.
Operação Luxury mobiliza forças de segurança e bloqueia milhões em bens ligados ao tráfico de drogas – Crédito: Ficco/Reprodução
Líder do esquema segue foragido
Sara Monteiro é apontada pela investigação como companheira de um dos principais alvos da operação. Segundo a PF, ele integrava o núcleo de liderança do grupo, negociava drogas, coordenava a logística do transporte e controlava parte das finanças da organização.
A defesa da investigada não havia se manifestado até a última atualização desta matéria.