Empresário preso por matar gari tem Instagram com 28 mil seguidores reativado
Renê Júnior está preso em Caeté desde o dia do crime, há quatro meses; conta do empresário exibe seus diplomas e certificados
O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, 47 anos, que responde pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, teve o seu perfil na rede social Instagram reativado na noite de terça-feira (2). A conta tem 28 mil seguidores foi privada após a reativação. A biografia do perfil de Renê Júnior leva para a conta do seu advogado, Bruno Rodrigues.

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A conta do empresário foi desativada logo após a repercussão do crime que ocorreu em 11 de agosto no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. Segundo o portal O Tempo, que teve acesso às publicações do perfil, todos os diplomas e certificados de Renê – entre eles, uma certificação pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos – foram publicados em seus stories. Em agosto, algumas instituições de ensino negaram vínculo com o réu e desmentiram a formação que ele exibia na internet.
O reativamento do perfil ocorre poucos dias após a primeira entrevista de Renê Júnior. A entrevista foi ao ar no programa Domingo Espetacular, da Record, no último domingo (30). A gravação foi realizada no presídio em Caeté, onde Renê Júnior está preso. O réu admitiu que houve um “incidente” no dia da morte de Laudemir, mas negou ter atirado no gari.
No entanto, o inquérito policial afirma que Renê Júnior desceu armado de seu veículo, ameaçou a equipe de coleta e efetuou um disparo direcionado. Além do homicídio, o réu responde por porte ilegal de arma de fogo, ameaça (contra a motorista do caminhão) e fraude processual, por tentar trocar a arma do crime.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 11 de agosto deste ano, quando o empresário se irritou com a presença de um caminhão de lixo na rua e teria apontado a arma para Laudemir Fernandes, que levou um tiro e morreu no local. A motorista do caminhão também foi ameaçada.
Dias depois, Renê afirmou em depoimento à Polícia Civil que o disparo foi acidental, mas agora diz que nunca confessou o crime. Laudos de balística confirmaram que o armamento utilizado pertence à esposa dele, acusada de ter emprestado a arma usada no crime e por prevaricação, por não agir embora soubesse que o marido era suspeito do crime.