Chega de Copa, hora de ver o Brasil brilhar no vôlei
Brasil x Itália: valendo vaga na final da VNL 2026, de um lado as favoritas italianas e do outro o Brasil busca título inédito
Brasil x Itália entram em quadra neste sábado (25) às 8h30 (horário de Brasília), em Macau, na China, em busca de uma vaga na final da Liga das Nações Feminina de Vôlei 2026. A seleção brasileira chega embalada depois de eliminar o Japão nas quartas de final, enquanto as italianas surgem como as grandes favoritas do duelo, sustentando a etiqueta com uma temporada de resultados praticamente impecáveis.

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Essa semifinal é uma das duas chaves que vão apontar os finalistas da competição. No outro lado do mata-mata, Turquia mede forças com Canadá, e China encara os Estados Unidos, ambos ainda na fase de quartas, com jogos programados para esta quinta-feira, dia 23. Quem avançar nesses confrontos vai disputar a outra vaga na decisão, marcada para domingo, dia 26, contra quem sair vencedor de Brasil x Itália.
O caminho até aqui já deu uma amostra do nível dos dois times nesta edição da VNL. Nas quartas de final, o Brasil precisou de quatro sets para dobrar o Japão, com parcial fechada em 3 a 1, enquanto a Itália resolveu o duelo com a Holanda de forma mais tranquila, vencendo por 3 sets a 0. Os números ajudam a explicar por que a fase final da competição, sediada este ano em território asiático, promete ser tão disputada.
Para não perder nenhum lance, o torcedor pode acompanhar o jogo pela plataforma VBTV, responsáveis pela transmissão da partida.
Brasil x Itália: um clássico que nunca teve este peso
O duelo Brasil x Itália é um dos mais tradicionais do vôlei feminino mundial, mas nunca havia acontecido justamente com uma vaga de finalista em jogo. Somando todo tipo de competição oficial disputada pelas duas seleções ao longo das últimas duas décadas (36), o saldo aponta uma vantagem confortável do lado brasileiro, com mais de 20 vitórias contra 13 do lado europeu.
Esse domínio, no entanto, não se repete quando o assunto é especificamente a Liga das Nações. Desde que o torneio nasceu, em substituição ao antigo Grand Prix em 2018, os dois times voltaram a se cruzar apenas em compromissos de fase de grupos e em duas finais ( 2022 e 2025), sempre com a taça ficando com as europeias.
Já nos Mundiais, o retrospecto recente das semifinais entre as duas seleções está empatado: o Brasil garantiu vaga na decisão ao vencer por 3 sets a 1 em 2022, e as europeias devolveram o favor três anos depois, avançando após triunfo por 3 sets a 2.
Brasil busca o inédito, Itália mira a história
Presente em todas as edições da fase final da Liga das Nações desde que o torneio foi criado, o Brasil segue com uma escrita pendente na competição. A seleção brasileira já disputou quatro finais ao longo dos anos, mas em todas elas acabou levando a pior, acumulando vice-campeonatos sem conseguir transformar a boa campanha em taça.
A realidade italiana caminha na direção oposta. A equipe europeia chega para esta edição embalada por dois títulos seguidos da Liga das Nações, somados a uma conquista anterior que já havia colocado o time no topo do vôlei mundial. Uma vitória agora faria seleção europeia se isolar como a seleção com mais títulos na história do torneio, ultrapassando os Estados Unidos, até então únicos donos de três taças na competição.
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Como Brasil e Itália chegaram à semifinal
A fase classificatória da VNL já havia dado pistas de que o confronto seria equilibrado. As duas seleções fecharam a etapa separadas por 2 na tabela geral, com a Itália levando ligeira vantagem na colocação final, apesar de ter sofrido derrotas justamente diante das americanas e das brasileiras. O Brasil, por sua vez, amargou tropeços diante de outras três seleções durante a rodada de classificação, mas ainda assim garantiu presença tranquila entre as equipes classificadas.
O primeiro encontro do ano entre as duas seleções, disputado em quadra brasileira, terminou com show da torcida e vitória do time da casa, decidida somente no tie-break. O resultado teve um peso extra: encerrou uma longa sequência de invencibilidade que a Itália vinha construindo havia meses, uma marca que reforçava ainda mais o favoritismo europeu antes daquele jogo.
Apesar do resultado positivo naquele confronto direto, a diferença mínima na classificação final mostra que nenhuma das duas seleções abriu vantagem clara sobre a outra ao longo da temporada regular, o que ajuda a explicar por que o duelo deste sábado é tratado como um dos mais equilibrados entre os favoritos ao título.
Favoritismo italiano, mas Brasil tem argumentos
O momento das duas equipes na temporada coloca as italianas na condição de favorita neste Brasil x Itália. O principal argumento europeu está no encaixe coletivo: Egonu segue como uma dasjogadoras mais decisivas do vôlei mundial, com Antropova respondendo bem sempre que é chamada a entrar.
No meio de rede, Fahr e Danesi formam uma dupla de centrais que dificilmente encontra páreo no cenário internacional, enquanto Sylla e Nervini garantem solidez tanto na recepção quanto na cobertura defensiva.
Do lado brasileiro, a reação passa por alguns nomes entrarem em sintonia. Gabi, uma das principais referências de ataque da seleção, precisa repetir suas boas atuações justamente nos instantes finais dos sets, ponto em que o time ainda tem oscilado ao longo da competição.
Já Rosamaria, ponteira que passou a atuar como oposta, vem cumprindo bem a função na saída de rede, mesmo sem ser o perfil de jogadora que costuma fechar sozinha grandes sequências de pontos no placar.
A ausência de Ana Cristina, lesionada e titular absoluta da posição, também entra na conta. Julia Bergmann assumiu a vaga e vem correspondendo às expectativas, tendo sido peça importante nas vitórias recentes da equipe. Uma atuação no mesmo padrão pode dar ao ataque brasileiro uma alternativa a mais para furar o bloqueio italiano.
No fundamento coletivo, saque e recepção aparecem como o ponto de virada para o resultado. Quando os dois setores funcionam de forma coordenada, as brasileiras consegue ditar o ritmo da partida, mas qualquer instabilidade nessa dupla de fundamentos costuma abrir brechas para o adversário aproveitar.
Bater a Itália vai exigir uma atuação quase sem falhas do time brasileiro, mas o resultado obtido no primeiro confronto do ano entre as duas seleções mostra que o favoritismo, por si só, não garante nada dentro de quadra.
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