Pix já pode ser usado no exterior; veja em quais países funciona

Sistema já pode ser utilizado em estabelecimentos de países como Argentina, Chile, Portugal, França e Estados Unidos, mas Banco Central esclarece que ainda não existe um Pix Internacional oficial

, em Uberlândia

O Pix começou a cruzar fronteiras e já pode ser usado por brasileiros em viagens ao exterior. Em países como Argentina, Chile, Portugal, França e até nos Estados Unidos, basta escanear um QR Code para concluir a compra pelo aplicativo do banco, com débito em reais e conversão automática para a moeda local. Apesar da novidade, o Banco Central (BC) esclarece que ainda não existe um Pix Internacional oficial.

Na prática, o pagamento funciona graças a empresas e instituições financeiras que conectam o sistema brasileiro a redes internacionais de pagamentos. Essas plataformas recebem o valor em reais via Pix, fazem a conversão cambial e repassam o dinheiro ao estabelecimento na moeda do país.

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Pix Internacional
Pix atravessa fronteiras e começa a funcionar no exterior – Crédito: Euler Junior/TJMG

Como funciona o Pix no exterior?

Para o consumidor, a experiência é praticamente a mesma de uma compra feita no Brasil. Basta escanear o QR Code apresentado pelo comerciante, conferir o valor e confirmar a operação pelo aplicativo do banco. O débito é realizado na conta brasileira em reais, enquanto o estabelecimento recebe na moeda local.

Sobre a operação incidem a taxa de câmbio e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) previstos na legislação. Segundo o BC, esse modelo depende da atuação de empresas intermediárias, já que o Pix continua sendo um sistema de pagamentos exclusivamente brasileiro.

Argentina lidera a expansão

A Argentina é um dos mercados em que o uso do Pix está mais avançado. Desde março, clientes do Banco do Brasil podem fazer pagamentos via Pix em cerca de 6 mil estabelecimentos credenciados, graças a uma parceria com o Banco Patagonia.

O pagamento é realizado diretamente pelo aplicativo do Banco do Brasil, sem necessidade de instalar outro aplicativo ou fazer um novo cadastro.

Antes da confirmação da operação, o cliente pode consultar a cotação do câmbio que será aplicada à transação.

O movimento também ocorreu no sentido inverso. Desde fevereiro, clientes do Banco Patagonia conseguem pagar em estabelecimentos brasileiros utilizando o QR Code do Pix pelo aplicativo da instituição argentina.

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Chile também amplia o uso

A tecnologia também acompanha o crescimento do turismo brasileiro no Chile. Em 2025, o país recebeu mais de 6 milhões de turistas internacionais, dos quais aproximadamente 681 mil eram brasileiros, segundo dados oficiais.

O aumento no fluxo de visitantes estimulou soluções de pagamento voltadas aos turistas, reduzindo a necessidade de levar dinheiro em espécie ou utilizar cartões internacionais.

Pix Internacional ainda não existe

Apesar da expansão do serviço, o Banco Central afirma que o Pix Internacional ainda não foi implementado oficialmente. Segundo a autoridade monetária, todas as operações disponíveis atualmente dependem de empresas privadas responsáveis por integrar o sistema brasileiro às redes de pagamento de outros países.

Na prática, isso significa que ainda não existe uma conexão direta entre o Pix e os sistemas bancários internacionais.

Expansão deve continuar

A expectativa do mercado é que o número de países e estabelecimentos compatíveis com esse modelo aumente nos próximos anos. Com a expansão das plataformas de pagamento e o crescimento das viagens internacionais dos brasileiros, a tendência é que mais comerciantes passem a aceitar pagamentos feitos via Pix.

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se tornou o principal meio de pagamento do país e movimenta bilhões de transações todos os meses. Agora, começa a ser utilizado também em compras realizadas fora do Brasil.

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