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Itaú compra por R$ 2,9 bilhões startup de inteligência artificial de Uberlândia

Aquisição da NeoSpace busca ampliar o desenvolvimento de tecnologias próprias de IA e transformar serviços financeiros oferecidos pelo Itaú

, em Uberlândia

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O Itaú Unibanco anunciou a assinatura de um acordo para comprar 100% das ações da NeoSpace, startup brasileira especializada no desenvolvimento de modelos fundacionais de inteligência artificial, com sede em Uberlândia.

A operação foi avaliada em R$ 2,925 bilhões e faz parte da estratégia do banco de ampliar os investimentos em tecnologia e desenvolver soluções próprias de inteligência artificial.

A aquisição ocorre após quase dois anos de parceria entre as empresas. Nesse período, Itaú e NeoSpace desenvolveram ferramentas de inteligência artificial generativa voltadas a diferentes áreas do setor financeiro, como concessão de crédito, gestão financeira, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes.

A startup uberlandense confirmou a compra e informou que o anúncio oficial foi realizado nesta segunda-feira (26).

Itaú compra NeoSpace
Da esquerda para a direita: Bruno Pierobon, Felipe Almeida, Thiago Teixeira e Gustavo Debs (fundadores e co-fundadores da startup) – Crédito: Reprodução/ NeoSpace

Com a compra, o banco pretende combinar a tecnologia desenvolvida pela startup com sua experiência no mercado financeiro, sua base de dados e sua capacidade de atendimento. A expectativa é criar serviços mais personalizados, capazes de compreender as necessidades dos clientes e auxiliar na tomada de decisões financeiras.

Segundo o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, a aquisição representa um investimento estratégico para posicionar a instituição entre as referências mundiais em inovação bancária.

Ferdinando Kun, líder da comunidade UberHub, ecossistema de startups e inovação de Uberlândia, informou que se trata da maior aquisição anunciada de uma startup de Uberlândia.

O que muda para os clientes?

Conforme o Itaú, a tecnologia da NeoSpace já é utilizada em projetos desenvolvidos em parceria com o Itaú e deverá contribuir para a evolução do ia.i, plataforma de inteligência artificial generativa do banco.

Entre as possibilidades estão interações mais personalizadas, orientações para melhorar a organização financeira, ofertas de crédito mais adequadas ao perfil dos consumidores e ferramentas de planejamento financeiro para pessoas e empresas.

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A proposta também é desenvolver sistemas capazes de interpretar diferentes contextos financeiros e oferecer soluções mais alinhadas às necessidades individuais, respeitando princípios de segurança, privacidade e uso responsável de dados.

“A aquisição da NeoSpace é um investimento estratégico nessa ambição. Ao reunir tecnologia fundacional, conhecimento financeiro e escala, estamos construindo as condições para desenvolver soluções que estabeleçam novos padrões de mercado, no Brasil e no mundo”, disse Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco.

Startup manterá operação independente

Apesar da aquisição, a NeoSpace deverá manter gestão e operação autônomas, sob a liderança de Bruno Pierobon, que continuará como CEO da empresa.

O acordo prevê ainda a manutenção da equipe e a continuidade das atividades de pesquisa e desenvolvimento. A intenção é preservar os profissionais, as competências tecnológicas e a cultura de inovação que deram origem à startup.

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Para Bruno Pierobon, a nova etapa permitirá aprofundar as pesquisas em inteligência artificial especializada e ampliar a aplicação da tecnologia em desafios reais do sistema financeiro.

“Queremos contribuir para uma nova geração de inteligência artificial especializada, capaz de transformar a experiência financeira de milhões de pessoas”, disse Bruno.

Negociação depende de aprovação

A conclusão da aquisição ainda depende do cumprimento de condições previstas no contrato, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil, além de outras exigências habituais em operações desse tipo.

A compra integra uma estratégia de longo prazo do Itaú para ampliar sua atuação no desenvolvimento de inteligência artificial, com investimentos em plataformas próprias, pesquisa científica e aplicação de novas tecnologias nos serviços oferecidos a clientes e colaboradores.

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