Mineiro de 12 anos participa de missão espacial inspirada na NASA; conheça essa história
Entre medalhas e rifas, o aluno de São José da Lapa foi um dos oito jovens selecionados no país para participar de treinamento que simulou desafios enfrentados por astronautas em uma base lunar
Aos 12 anos, o estudante Ryan James Santos de Oliveira já acumula mais de 40 medalhas conquistadas em olimpíadas do conhecimento e competições esportivas, pratica quatro artes marciais e acaba de viver uma experiência reservada a poucos jovens brasileiros: participar de uma missão espacial inspirada nos programas lunares da NASA.
Aluno da Escola Municipal Odete Rodrigues Ferreira, em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Ryan foi um dos apenas oito participantes selecionados em todo o Brasil para integrar a Missão Espacial Análoga Moon II, realizada entre os dias 12 e 14 de junho, em Brasília.
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Para Ryan, a participação na Moon II representou a oportunidade de vivenciar de perto uma experiência ligada ao universo da exploração espacial, tema que faz parte de sua rotina de estudos e projetos científicos.
Inspirada no programa Artemis, da NASA, a iniciativa simulou condições enfrentadas por astronautas em futuras missões à Lua e reuniu jovens talentos da ciência para atividades de alta complexidade.
Simulação de uma missão lunar
Promovida pela startup brasileira Wogel Brasil, a Moon II reproduziu, em solo brasileiro, um ambiente semelhante ao de uma base lunar.
Durante três dias de treinamento, os participantes enfrentaram situações de confinamento, comunicação remota e escassez de recursos, semelhantes às que poderiam ocorrer em uma missão espacial real.

Ryan participou de treinamentos de comunicação por rádio, primeiros socorros, pilotagem de drones e análises laboratoriais de amostras que simulavam materiais encontrados na superfície lunar.
“Foi uma experiência muito legal. Aprendemos desde o básico sobre rádio até linguagem Q, primeiros socorros e análise de rególitos, que são os detritos encontrados na Lua. Tivemos que fazer análises em microscópios, estudar a composição química das amostras e elaborar relatórios técnicos”, contou o estudante ao Portal Paranaíba Mais.
Resgate de astronauta e análise de asteroides
Entre as atividades mais desafiadoras da missão, os jovens precisaram executar o resgate de um astronauta ferido durante uma simulação de emergência. O exercício exigiu tomada rápida de decisões, aplicação de primeiros socorros e transporte seguro do integrante da equipe até a base simulada.

O cronograma também incluiu missões noturnas, coleta de amostras que representavam fragmentos de asteroides, análise de dados meteorológicos e estudos sobre o solo do ambiente reproduzido para simular a Lua.
Todas as atividades resultaram na elaboração de relatórios técnicos, prática comum em projetos científicos e missões espaciais.
Bolsa de estudos abriu portas para a missão espacial
Ryan recebeu uma bolsa de estudos para integrar o projeto, mas chegar até Brasília exigiu um esforço extra da família.
Apesar de ter conquistado a vaga na missão sem custos, as despesas com transporte precisaram ser custeadas por conta própria. Para arrecadar o dinheiro necessário, familiares e amigos se mobilizaram em uma campanha de apoio.
“Recebi uma bolsa social para participar da missão, mas tivemos que arcar com as passagens. Vendemos doces na porta de supermercado e fizemos rifas para conseguir arrecadar o dinheiro necessário”, relatou.
O esforço valeu a pena. Graças à mobilização, Ryan conseguiu participar da experiência que o colocou entre os poucos jovens brasileiros selecionados para a simulação inspirada nos programas lunares da NASA.
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Mais de 40 medalhas e destaque em olimpíadas
A participação na Moon II é apenas um dos capítulos da trajetória acadêmica de Ryan. O estudante acumula mais de 40 medalhas em olimpíadas de conhecimento, incluindo premiações em matemática, informática e esportes.

Entre os próximos desafios está a participação no STEM International Red, competição para a qual se classificou por meio da Olimpíada Júnior de Informática. Ele também acompanha as oportunidades ligadas à ciência da computação e sonha, no futuro, disputar eventos internacionais de tecnologia e inovação.
Entre a ciência e as artes marciais
Além da dedicação aos estudos, Ryan mantém uma intensa rotina esportiva. Ele pratica jiu-jítsu, judô, muay thai e taekwondo e representa São José da Lapa em competições escolares.

Nos próximos meses, o jovem pretende disputar o Grand Slam AJP de Jiu-Jítsu, no Rio de Janeiro, mas enfrenta dificuldades para custear o deslocamento.
“Se eu pudesse, competiria todos os finais de semana. Tenho inscrição e hospedagem em algumas competições, mas muitas vezes falta recurso para as passagens. O maior desafio hoje é conseguir patrocinadores”, afirmou.
Sonho de trabalhar no setor espacial
Fluente em inglês e espanhol, Ryan mantém uma rotina dividida entre estudos, treinamentos esportivos e projetos ligados à ciência. O jovem sonha em construir carreira no setor aeroespacial e vê cada conquista como mais um passo em direção ao objetivo.
Enquanto busca apoio para participar de novas competições e continuar investindo na formação acadêmica, ele segue acumulando experiências que já o colocam em destaque entre os jovens talentos da ciência brasileira.
Entre os tatames, os livros e os projetos científicos, Ryan continua olhando para o futuro. Aos 12 anos, já coleciona mais de 40 medalhas, representou Minas Gerais em uma missão espacial inspirada nos programas lunares da NASA e sonha em transformar a paixão pela ciência em profissão.
Para ele, cada competição, cada olimpíada e cada desafio superado representam mais um passo rumo ao objetivo de atuar no setor espacial.
Histórias como a de Ryan mostram como a ciência pode transformar vidas. Continue navegando pelo Portal Paranaíba Mais e confira outras reportagens sobre educação, inovação e jovens talentos brasileiros.