Bilionário perde R$ 64 bilhões, mas segue como o mais rico do Brasil; veja lista da Forbes
Revista divulgou lista nesta quinta-feira (27) e mostra quem são os 10 brasileiros mais ricos; empresário da Granja Faria teve a maior alta entre os primeiros colocados
A revista Forbes divulgou nesta quinta-feira (27) o ranking dos 10 maiores bilionários do Brasil em 2026. Eduardo Saverin perdeu cerca de R$ 64 bilhões em um ano, mas continua como o brasileiro mais rico. O cofundador do Facebook aparece pelo quarto ano consecutivo na liderança, com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões.
A fortuna de Saverin caiu 28,24% em relação ao ano anterior, quando era estimada em R$ 227 bilhões. Mesmo assim, ele permanece à frente de Vicky Sarfati Safra e família, com R$ 130,6 bilhões, e Jorge Paulo Lemann e família, com R$ 103,5 bilhões.
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Entre os dez primeiros, o maior avanço foi de Ricardo Castellar de Faria, fundador da Granja Faria. Ele saltou da 21ª para a 10ª posição, com um aumento de 79,08% no patrimônio, de R$ 19,6 bilhões para R$ 35,1 bilhões.
Ao todo, o Brasil tem 255 bilionários, que acumulam uma fortuna estimada em R$ 1,86 trilhão, segundo a Forbes.
Quem são os 10 maiores bilionários do Brasil
O ranking conta com empresários ligados principalmente aos setores de finanças, bebidas, investimentos, tecnologia, cosméticos e alimentos.
1º — Eduardo Saverin
Patrimônio: R$ 162,9 bilhões
Posição em 2025: 1º
Variação: -28,24%
Idade: 44 anos
Empresa: Meta/Facebook
Setor: Tecnologia
2º — Vicky Sarfati Safra e família
Patrimônio: R$ 130,6 bilhões
Posição em 2025: 2º
Variação: +8,38%
Idade: 74 anos
3º — Jorge Paulo Lemann e família
Patrimônio: R$ 103,5 bilhões
Posição em 2025: 3º
Variação: +17,61%
Idade: 86 anos
Empresas: AB InBev e 3G Capital
4º — André Santos Esteves
Patrimônio: R$ 66,1 bilhões
Posição em 2025: 4º
Variação: +29,61%
Idade: 58 anos
Empresa: BTG Pactual
Setor: Finanças
5º — Fernando Roberto Moreira Salles
Patrimônio: R$ 50,3 bilhões
Posição em 2025: 5º
Variação: +25,12%
Idade: 80 anos
Empresas: Itaú Unibanco e CBMM
6º — Pedro Moreira Salles
Patrimônio: R$ 46,6 bilhões
Posição em 2025: 7º
Variação: +22,63%
Idade: 66 anos
Empresas: Itaú Unibanco e CBMM
7º — Max Van Hoegaerden Herrmann Telles
Patrimônio: R$ 38,8 bilhões
Posição em 2025: 11º
Variação: +32,42%
Idade: 30 anos
Empresas: AB InBev e 3G Capital
8º — Miguel Gellert Krigsner
Patrimônio: R$ 35,7 bilhões
Posição em 2025: 8º
Variação: +4,39%
Idade: 76 anos
Empresa: O Boticário
Setor: Cosméticos
9º — Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família
Patrimônio: não informado no material divulgado
Posição em 2025: 6º
Idade: 78 anos
Empresas: AB InBev e 3G Capital
10º — Ricardo Castellar de Faria
Patrimônio: R$ 35,1 bilhões
Posição em 2025: 21º
Variação: +79,08%
Idade: 51 anos
Empresa: Granja Faria
Setor: Alimentos
Ricardo Faria foi o principal destaque de alta entre os dez primeiros. Ele saltou 11 posições, da 21ª para a 10ª colocação.
Sua fortuna passou de R$ 19,6 bilhões para R$ 35,1 bilhões, crescimento de 79,08%.
Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Faria fundou a Granja Faria, criada em 2006 e considerada a maior produtora de ovos comerciais, ovos férteis e pintos de um dia do Brasil.
A empresa emprega cerca de 2,7 mil funcionários em 34 unidades produtoras e fornece aproximadamente 16 milhões de ovos por dia. Em 2024, Faria comprou a americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão. No ano seguinte, adquiriu o Grupo Hevo, da Espanha.
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Brasil tem 255 bilionários em 2026
A lista da Forbes aponta que o número de bilionários brasileiros chegou a 255 em 2026. Juntos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 1,86 trilhão. A maior parte dos integrantes viu o patrimônio crescer no período analisado. Segundo a publicação, 146 bilionários (57,25%) ficaram mais ricos. Outros 77 (30,20%) perderam patrimônio, enquanto 27 (10,59%) permaneceram estáveis. Cinco nomes entraram na lista pela primeira vez.
Como a Forbes calcula as fortunas
A Forbes considera diferentes fontes para elaborar o ranking. Entre os principais dados estão as ações negociadas em bolsa, calculadas com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026.
Como são utilizadas informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações geralmente não entram no cálculo, a menos que sejam informados pelos próprios participantes.
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