Macaca Chica morre após cirurgia e agravamento de quadro de diabetes em Uberaba
Animal estava internado no Hospital Veterinário da Uniube e passou por amputação de um dos membros antes de ter a eutanásia indicada pela equipe veterinária
A macaca-prego Chica morreu após apresentar agravamento de um quadro de diabetes mellitus durante o período em que estava sob cuidados do Hospital Veterinário da Uniube (HVU), em Uberaba. O animal foi encaminhado à unidade nesta semana com hiperglicemia grave e necrose em um dos membros. Após a amputação, Chica não apresentou a recuperação esperada e, diante da ausência de resposta ao tratamento e do sofrimento, a equipe veterinária optou pela eutanásia.

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Macaca Chica passou por cirurgia após quadro grave
De acordo com a nota divulgada pelo Hospital Veterinário da Uniube, Chica chegou à unidade apresentando hiperglicemia grave, provocada pela diabetes mellitus, associada à necrose de um dos membros.
A equipe veterinária iniciou imediatamente o protocolo indicado para o quadro clínico e realizou uma cirurgia para amputar o membro afetado. O procedimento teve como objetivo tentar preservar a vida do animal e possibilitar sua recuperação.
No entanto, a evolução clínica não ocorreu como esperado.
Mesmo após a cirurgia e os cuidados realizados pela equipe do HVU, Chica não apresentou resposta satisfatória ao tratamento. Com a continuidade do quadro, os profissionais avaliaram que não havia perspectiva de recuperação compatível com seu bem-estar.
Eutanásia foi realizada pela equipe veterinária
Segundo o hospital, a decisão pela eutanásia foi tomada pela equipe veterinária com base em critérios técnicos e de bem-estar animal.
O procedimento foi realizado diante da ausência de resposta ao tratamento e da evolução do quadro clínico, com o objetivo de impedir a continuidade do sofrimento de Chica.
A morte ocorre após um período de acompanhamento do animal e mobilização em torno do caso em Uberaba.
Relembre o caso de Chica
Chica foi resgatada em 14 de janeiro de 2026, na região da Mata do Ipê, em Uberaba, após apresentar comportamento apático e sinais de comprometimento respiratório. O animal foi encaminhado ao Hospital Veterinário da Uniube (HVU), onde permaneceu internado por 25 dias.
Inicialmente, a equipe tratou um quadro de broncopneumonia. Após exames complementares, foi confirmado o diagnóstico de diabetes mellitus insulinodependente, que exigia alimentação controlada, medicação e monitoramento contínuo.
Chica apresentou melhora, ganhou peso e se adaptou ao manejo alimentar. Por causa da condição de saúde, porém, não poderia ser reintroduzida na natureza e aguardava a definição do Instituto Estadual de Florestas (IEF) sobre seu encaminhamento para um local habilitado ao manejo permanente.
Com o agravamento da saúde, porém, Chica precisou ser novamente encaminhada ao Hospital Veterinário da Uniube, onde recebeu tratamento para a complicação decorrente da diabetes e da necrose do membro.
Apesar da intervenção cirúrgica, o estado clínico não evoluiu de maneira favorável e a equipe decidiu pela eutanásia.
Leia Mais: Macaca-prego resgatada tem diagnóstico raro de diabetes
Alimentar animais silvestres mata
A morte de Chica reforça os graves riscos associados à alimentação de animais silvestres pela população em parques urbanos e áreas de preservação. Especialistas ambientais alertam que práticas aparentemente inofensivas, como oferecer restos de comida ou guloseimas a macacos e outros animais, desencadeiam:
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Distúrbios metabólicos severos, a exemplo da diabetes e da obesidade;
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Dependência alimentar e perda drástica da capacidade de forrageamento natural;
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Alterações comportamentais e aumento do risco de agressividade;
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Facilitação na transmissão de zoonoses e desequilíbrios ecológicos locais.
Órgãos ambientais reforçam a orientação para que a população jamais ofereça alimentos à fauna silvestre e acione imediatamente as autoridades competentes ao encontrar animais em situação de vulnerabilidade.
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