Concurso Miss Universo 2025 vive crise após sequência de polêmicas e renúncias
Representantes da Costa do Marfim e da Estônia deixaram o concurso após episódios que envolveram insultos, acusações de falta de transparência e protestos na edição realizada na Tailândia
O concurso Miss Universo 2025, realizado este mês na Tailândia, se transformou em um dos capítulos mais turbulentos da história do evento, reunindo insultos ao vivo, acusações de falhas na votação, protestos de organizações nacionais e, agora, a renúncia de duas candidatas: Olivia Yacé, da Costa do Marfim, e Brigitta Schaback, da Estônia. As desistências surgem após a polêmica vitória da mexicana Fatima Bosch e ampliam a pressão por respostas sobre a condução do evento.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

Olivia Yacé, de 27 anos, quinta colocada e detentora da faixa de rainha continental da África e Oceania, anunciou na segunda-feira (24) que encerra qualquer vínculo com o Miss Universo. Em comunicado, disse que sua decisão é motivada pelo compromisso pessoal com “respeito, dignidade, excelência e oportunidades igualitárias”, valores que, segundo ela, precisam ser preservados acima de qualquer título.
Ver essa foto no Instagram
A renúncia também veio da Miss Estônia, Brigitta Schaback, 28, que comunicou no domingo (23) sua saída da organização nacional. Ela alegou que seus princípios não estão alinhados com a diretoria do Miss Universo e afirmou que seguirá atuando de forma independente. Brigitta já havia indicado desconforto após a entrevista preliminar, relatando ter recebido perguntas fora do escopo do concurso.
Ver essa foto no Instagram
As repercussões, no entanto, ultrapassam as renúncias individuais. Organizações de países como Costa do Marfim e França cobraram explicações sobre o processo de votação. O Miss France declarou publicamente que pode desistir da edição de 2026 caso não haja transparência. “Uma falha pode acontecer, mas uma sequência de erros precisa ser explicada”, afirmou a entidade.
Insulto ao vivo e pressão internacional
A vitória da mexicana Fatima Bosch, coroada em 20 de novembro, também representa uma resposta simbólica ao episódio que marcou o início das polêmicas. No dia 4 de novembro, durante transmissão ao vivo, o executivo tailandês Nawat Itsaragrisil, responsável pela organização da edição, chamou a candidata de “burra” por, segundo ele, não divulgar conteúdo suficiente sobre a Tailândia em suas redes sociais.
A cena ganhou repercussão internacional e chegou até a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que elogiou Bosch por enfrentar o constrangimento. Após críticas massivas, Itsaragrisil pediu desculpas em público, chegou a chorar e teve o comportamento repudiado oficialmente pela Organização Miss Universo, que classificou sua atitude como “maliciosa”.
Leia Mais
Acusações de voto ilegítimo e desistência de jurados
A tensão nos bastidores aumentou na semana final. A agência francesa RFI relatou que dois jurados abandonaram o evento. O compositor Omar Harfouch afirmou em redes sociais que o concurso teria sido manipulado e citou um “voto secreto e ilegítimo”, não reconhecido pelo júri oficial. Ele disse ainda que “Miss México é uma vencedora falsa”. A organização negou as acusações.
O ex-jogador da seleção francesa Claude Makélélé também deixou o corpo de jurados, alegando “motivos pessoais imprevistos”.
Outros momentos que viralizaram
Mesmo antes da final, a edição de 2025 já acumulava episódios que chamaram atenção nas redes sociais:
-
Homenagem brasileira: a Miss Brasil, Gabriela Lacerda, desfilou na etapa de trajes típicos vestida como Nossa Senhora Aparecida, criação do designer Mario Cezar, e o look teve grande repercussão nas redes. A brasileira terminou no Top 30 da competição.
-
Fantasia de salmão: a candidata da Noruega, Leonora Lysglimt-Rødland, viralizou ao desfilar com uma fantasia que, fechada, formava um salmão gigante, referência ao símbolo nacional do país.
-
Queda no palco: a Miss Jamaica, Gabrielle Henry, foi hospitalizada após cair fora do palco durante o desfile de gala. Segundo a organização, ela não sofreu fraturas e recebeu cuidados em um hospital de Bangcoc.
-
Crise interna: em junho, a ex-diretora executiva do Miss Universo, Anne Jakrajutatip, renunciou após denúncias de falsificação de demonstrações financeiras da empresa JKN, dona da franquia.
Edição histórica pelos motivos errados
Com críticas, renúncias, protestos e dúvidas sobre a votação, o Miss Universo 2025 permanece sob forte escrutínio internacional. Enquanto Fatima Bosch tenta assumir o posto em meio ao turbilhão, a organização do concurso é pressionada a apresentar esclarecimentos para evitar novas desistências e recuperar a confiança do público e dos países participantes.
SAIBA MAIS: Após quatro anos sem transmissão pela TV Brasileira, Miss Universo poderá ser assistido por canais da Record