Danilo brilha com ousadia e mudanças precisas pra encaminhar vagas ao Uberlândia
Verdão encaminha vaga para a 3ª fase da Série D e desempenho em Cariacica e devolve pressão pra torcida, que precisa comparecer sábado
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Arrisco a dizer que o Uberlândia fez sua melhor partida no ano ontem em Cariacica. Mandou no jogo contra o Rio Branco, aproveitou boas jogadas e contou com a estrela de Danilo pra colocar fim à sequência de quatro jogos sem comemorar. E o melhor: não tomou gols, mostrando também que as peças que estão no banco de reservas podem ser muito úteis.
O primeiro tempo foi digno de quarta divisão: confronto muito truncado e poucas chances claras. O Verde completo pela primeira vez sob o comando do novo técnico demorou a assumir o controle da partida diante dos capixabas. Só a partir dos 30 minutos, quando chegou com perigo com Kayke e com Léo Reis, deixou evidente que tomaria as rédeas.
A etapa final começou como terminou a inicial: muito nervosa. Os times mostravam vontade mas pouca qualidade, com o Verde ainda travado no meio de campo. Diego Fumaça foi vítima desse ímpeto agressivo: luxou o cotovelo após uma disputa de bola e deu lugar a Rafinha, que voltou ao elenco para essa partida depois de uma rápida passagem pelo Democrata-SL. E o rapaz teve estrela: aos 20 aproveitou a pixotada do defensor do Rio Branco pra abrir o placar após a cobrança de falta. Ele que já vinha causando incômodo e dando trabalho nos poucos minutos em que estava em campo.
A postura da equipe continuou de pressão alta, não se acomodando com o placar. E minutos depois, uma mudança tripla trouxe a campo um artilheiro improvável: Júlio Rodrigues, muito questionado, aproveitou cruzamento de Samuel pra matar o placar aos 36.

O Verde se aproxima muito das vagas pra 3ª fase e pra Série D do ano que vem. Mais que isso: mostra que aparentemente – e enfim – acertou na escolha do técnico. Danilo tem o grupo na mão, arrumou a defesa que não sofreu e fez mudanças acertadas para manter a intensidade durante todo o tempo. O Rio Branco não deu um chute a gol e encarou um adversário que parece ter achado o modo certo de fazer os onze em campo renderem o esperado.
Sábado é obrigação da torcida comparecer no estádio e empurrar. Aqueles que só criticam devem engolir o azedume e acreditar que enfim podemos estar no caminho certo. E com os adversários precisando desesperadamente do resultado, os espaços estarão mais abertos e dando chance pro time da casa criar mais chances e fazer um bom placar de novo.
SEM EMPOLGAÇÃO COM ANCELOTTI E CIA.

Passados dois dias, quase três, da vitória sobre o Haiti, o Brasil ainda questiona se a atuação contra os caribenhos mudou o ânimo da torcida. Eu, como sempre tenho sido pé no chão com esse time, entendo que não melhoramos nada: aproveitamos a fragilidade do adversário especialmente no primeiro tempo, e graças aos lampejos de Vini Jr. conseguimos construir uma boa vantagem.
Estamos ainda muito aquém dos principais adversários desse mundial. E pior: continuamos sem uma grande jogada trabalhada, sem um estilo de jogo, e sofrendo pressão mesmo de quem não tem o um arsenal de qualidade individual como nós. É um absurdo você pegar os números do duelo da Filadélfia e ver que o Haiti finalizou oito vezes, mesmo número do Brasil. No segundo tempo, tomamos sufoco de uma equipe que certamente será amassada pelo Marrocos na quarta-feira.
Também é muito cedo para dizer que Matheus Cunha é o dono da posição central no ataque. Ele estava no lugar certo e na hora certa nas duas vezes em que marcou. Eu ainda defendo que Endrick comece o próximo jogo como titular, assim como não compreendo porque Ancelotti insistiu em dois volantes contra um ataque tão fraco – o problema é que não conseguimos pressionar a saída de bola de qualquer adversário.
Com certeza contra a Escócia teremos mais uma falsa ilusão de que estamos progredindo, porque devemos ganhar. Mas é muito difícil acreditar que nosso técnico vai abandonar o futebol feio sem jogadas trabalhadas e só com “balões” pra área torcendo pra algum brilho individual terminar em gol.
Não só isso. Devemos torcer para o ataque de Marrocos empacar contra o Haiti – assim como foi contra os escoceses – e não fazer saldo de gols maior que o nosso, para quem sabe passarmos em primeiro. Apesar que honestamente, venha quem vier da chave F, estamos em clara desvantagem contra Holanda e Japão – e se brincar, até contra a Suécia.
Espero demais que tenhamos Neymar disponível. Quem sabe, com ele, podemos vislumbrar alguma coisa diferente para os 16 avos de final.
GRUPO TOTALMENTE EMBOLADO NO MÓDULO II

Essa chave A dos times da nossa região está uma verdadeira bagunça. Com exceção do Mamoré, que aparentemente é a equipe mais fraca e hoje é candidato sério ao rebaixamento, todas as outras cinco equipes estão com chances reais de classificação.
No fim de semana, o Sapo ficou no 0x0 com a Caldense. O time que será comandado no returno por Toninho Pesso, anunciado após a queda de Fábio Brostel, precisa também de reforços pra desfazer a péssima imagem deixada após quatro jogos sem vitória.
Ainda no sábado, o Uberaba tropeçou mais uma vez, a terceira seguida, dessa vez em Divinópolis. Dxou o Guarani buscar o 2×2, depois de abrir 2×0 no primeiro tempo. A expulsão do zagueiro Felipe Codó deixou o Bugre animado depois de diminuir, tendo apenas que se organizar pra fazer o segundo. Amanhã os times voltam a se enfrentar, dessa vez no Uberabão, abrindo o returno. Colorado sob pressão diante dos vários investimentos feitos e com pouco futebol devolvido.
E domingo a grande surpresa: com excelente atuação do goleiro Jhonatan Braz, o Patrocinense calou o estádio Coleto de Paula e venceu o líder Boa por 2×0, com dois de Moisés. A Águia inclusive já é o vice-líder e superou todas as desconfianças por mais um período de crises financeiras pra se consolidar no grupo de times que avança ao mata-mata. Ruim pro Boa, que perdeu a segunda e não conseguiu descolar dos adversários.
Na rodada de meio de semana, que como já disse começa amanhã, tabela espelhada. Sem chance pra vacilos.