“Não tem mais o que fazer”: fala de Flávio Bolsonaro revela bastidores da escolha de Roscoe
Declaração do senador indica que PL levou as negociações com Republicanos ao limite antes de oficializar o nome do ex-presidente da Fiemg ao Governo de Minas, Flávio Roscoe
A oficialização do nome do empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, como candidato do Partido Liberal (PL) ao Governo de Minas também revelou como terminou uma das negociações mais complexas do atual processo eleitoral mineiro.
Em vídeo divulgado à bancada federal do partido, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, fez uma declaração que ajuda a compreender por que lançar candidatura própria: “a gente buscou de todas as formas ali, esperamos até onde dava. Agora chegou a janela final, não tem mais o que fazer.” A frase sintetiza um processo que, nos bastidores, se arrastava havia semanas.
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O anúncio ocorre logo após o fracasso das negociações envolvendo o senador Cleitinho, que viveu sucessivas idas e vindas sobre sua disposição de disputar o Governo de Minas. De acordo com Flávio Bolsonaro, o lançamento de Roscoe ocorreu somente depois da confirmação de que o Republicanos não disponibilizaria a legenda.
As palavras escolhidas por Flávio Bolsonaro não parecem casuais. Primeiro, afirma que o partido “buscou de todas as formas”. Depois, diz que “esperou até onde dava”. Em seguida, reconhece que “chegou a janela final”. Somente então anuncia oficialmente Flávio Roscoe.
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A sequência revela que o lançamento da candidatura não surgiu como primeira alternativa do partido, mas como consequência do encerramento das negociações com potenciais aliados.
Politicamente, a mensagem procura transmitir que o PL esgotou todas as possibilidades antes de optar por um nome próprio.

A nova configuração da disputa
A entrada definitiva de Flávio Roscoe modifica o cenário eleitoral mineiro. Se até poucos dias atrás o centro das articulações estava concentrado na indefinição de Cleitinho e nas conversas envolvendo Marcelo Aro, agora o PL passa a ter candidatura própria, encerrando um período de intensa expectativa sobre possíveis alianças.
A decisão também representa uma demonstração de autonomia da legenda, que optou por seguir com um projeto próprio após o fracasso das negociações que buscavam unificar o campo da direita em Minas Gerais.
A narrativa construída pelo senador procura demonstrar que o partido esperou até o limite legal e político para tentar viabilizar uma composição mais ampla.