Danilo Caixeta

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Galassi entra no lugar de Aécio na corrida ao Senado

Produtor rural de Uberlândia entra na chapa de Alexandre Kalil após Aécio Neves decidir não disputar as eleições

, em Uberlândia

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O produtor rural de Uberlândia Gustavo Galassi foi indicado pelo PSDB de Minas Gerais para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026. A confirmação foi feita neste sábado (15) pelo presidente estadual do partido, deputado federal Paulo Abi-Ackel, em conversa com a coluna Danilo Caixeta.

Galassi deverá integrar a chapa majoritária encabeçada por Alexandre Kalil (PDT) na disputa pelo Governo de Minas, ao lado de Mosconi (PSDB). A escolha coloca um nome de Uberlândia no centro da disputa estadual pelo Senado e encerra uma expectativa que o PSDB mantinha até os últimos momentos em torno do ex-governador e deputado federal Aécio Neves.

Aécio era o nome esperado

Segundo Paulo Abi-Ackel, a expectativa do partido era que Aécio Neves disputasse novamente uma eleição majoritária. O PSDB aguardou até o limite das articulações na tentativa de viabilizar a candidatura do ex-governador.

Aécio, entretanto, decidiu não disputar nenhum cargo eletivo nas eleições deste ano. Gustavo Galassi ocupava até então a condição de primeiro suplente da chapa de Aécio. Com a decisão do ex-governador de permanecer fora da disputa, o partido acabou recorrendo ao nome que já estava na composição.

A escolha, portanto, não surgiu de uma candidatura construída de última hora. Galassi já fazia parte da estratégia eleitoral do PSDB e foi deslocado para a cabeça da chapa ao Senado depois da decisão de Aécio.

PSDB surpreende e escolhe Gustavo Galassi, nome de Uberlândia, ao Senado. Crédito: Divulgação.

De Uberlândia para a disputa estadual

Engenheiro agrônomo e produtor rural, Gustavo Galassi tem trajetória diretamente ligada ao agronegócio do Triângulo Mineiro.

Foi presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, entidade que comandou entre 2018 e 2020. Em 2024, disputou a eleição municipal como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Leonídio Bouças. A chapa terminou a disputa em terceiro lugar.

Galassi deixou o Republicanos e ingressou no PSDB em março deste ano, movimento que já havia sido interpretado como uma aproximação com o projeto eleitoral tucano em Minas.

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Os dois suplentes também estão definidos

A chapa de Gustavo Galassi ao Senado terá como primeiro suplente o advogado José de Freitas Cordeiro, atual vice-prefeito de Congonhas.

A segunda suplência ficará com o advogado Antônio Divino de Souza, ex-prefeito de Capim Branco e de Matozinhos.

A composição coloca representantes de diferentes regiões do Estado ao lado de Galassi em uma candidatura que pretende ampliar sua presença para além do Triângulo Mineiro.

“O cenário está aberto”, diz Abi-Ackel

Na conversa com a Coluna Danilo Caixeta, Paulo Abi-Ackel também demonstrou confiança na possibilidade de crescimento da candidatura. Segundo o presidente estadual do PSDB, o cenário para as duas vagas ao Senado em Minas Gerais permanece aberto.

A avaliação do dirigente considera especialmente a pulverização das candidaturas e os índices de rejeição atribuídos a alguns dos nomes já conhecidos do eleitorado. As pesquisas de intenção de voto atualmente também apontam para um cenário bastante fragmentado.

Com a indicação de Gustavo Galassi, Minas Gerais chega, a 16 nomes colocados na disputa pelas duas vagas ao Senado. A eleição de 2026 terá uma particularidade: cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, já que serão renovadas duas cadeiras da bancada mineira no Senado Federal.

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A multiplicação de candidaturas torna a disputa especialmente aberta. E é justamente nesse ambiente que o PSDB pretende apresentar Galassi como uma alternativa capaz de conquistar votos fora dos tradicionais redutos eleitorais da política estadual.

A candidatura também dá ao Triângulo Mineiro mais um nome diretamente ligado à região em uma disputa estadual de grande dimensão.

Resta saber se a força política construída em Uberlândia e no agronegócio será suficiente para transformar um nome até aqui regional em uma candidatura competitiva em um Estado com mais de 20 milhões de habitantes.