Temporal com ventos de até 109 km/h causa estragos no Paraná; Maringá decreta calamidade
Rajadas de vento chegaram a quase 110 km/h no estado. Em Maringá, casas, comércios e indústrias foram atingidos por conta do temporal
Um forte temporal atingiu diversas cidades do Paraná entre a noite de domingo (1º) e a madrugada desta segunda-feira (2), provocando destruição, queda de árvores, destelhamentos e danos à infraestrutura. Em Maringá, no norte do estado, os estragos levaram o prefeito Silvio Barros a anunciar a decretação de estado de calamidade pública.
Segundo o prefeito, a situação foi de destruição generalizada. “Foi um clima de guerra na cidade inteira e por isso decretamos estado de calamidade pública”, disse o prefeito, em pronunciamento nas redes sociais.
Entre os locais atingidos está a unidade do Corpo de Bombeiros de Maringá, que ficou destelhada. O temporal também provocou danos em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias, além de derrubar árvores e comprometer estruturas pela cidade.

Moradora de Maringá relata momentos de caos
Wellen Torres, que morou em Uberlândia e agora é residente de Maringá, contou ao Paranaíba Mais como foi a madrugada durante a passagem do temporal.
Segundo ela, os primeiros relatos de problemas chegaram ainda durante a noite, por meio de mensagens de vizinhos que trabalhavam no período noturno e enfrentavam dificuldades para voltar para casa devido à quantidade de árvores caídas e aos estragos nas ruas.
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Wellen explicou que mora em uma região mais afastada do centro e que, por isso, os danos próximos à residência dela foram menores. No entanto, em outras partes da cidade, principalmente na região central, a situação foi mais grave.
“Teve muita loja que teve vidro de vitrine quebrado, muita casa, muita loja destelhada. Teve fábricas e indústrias na cidade que ficaram totalmente destruídas, que caiu galpão, que caiu telhado, que estragou tudo. Foi um estrago muito grande”, relatou.

Ela também comentou sobre os danos provocados pela queda de árvores em áreas verdes da cidade. Segundo a moradora, parte de um parque municipal foi atingida, com diversas árvores derrubadas pela força dos ventos.
Rede de comunicação prejudicada
Outro problema foi o comprometimento dos serviços de emergência. Conforme o relato de Wellen, quedas de árvores afetaram a rede de comunicação, prejudicando os canais de atendimento do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) durante a madrugada.
“Foi uma chuva bem estranha mesmo, muito forte. A cidade está bem destruída”, disse.

Ventos passaram de 100 km/h no Paraná
De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), as tempestades começaram a atingir o estado no domingo (1º), impulsionadas pelo calor e pela alta umidade.
Na madrugada desta segunda-feira (2), a chuva ganhou intensidade. Entre 0h e 8h, os maiores acumulados registrados pelas estações meteorológicas monitoradas pelo Simepar foram:
- Palotina: 65,2 milímetros;
- Cianorte: 62,8 milímetros;
- Inajá: 57,2 milímetros;
- Capanema: 57 milímetros;
- Ubiratã: 53 milímetros;
- Maringá: 51,8 milímetros.
Os ventos também atingiram velocidades elevadas. Em Altônia, as rajadas chegaram a 109,1 km/h, às 0h30. Em Maringá, a estação do Simepar registrou ventos de 81 km/h, às 3h30.
Vídeo mostra destruição pela cidade de Maringá:
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No aeroporto de Maringá, foram registradas rajadas de 96,3 km/h às 3h11, 3h14 e 3h17. Já a estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 96,8 km/h às 3h30.
No domingo, outras cidades também tiveram registros de tempestades, granizo e ventos fortes. Em Santo Antônio da Platina, por exemplo, as rajadas chegaram a 86,8 km/h.
Previsão indica mais temporais durante a semana
Segundo o Simepar, as tempestades devem continuar atingindo diferentes regiões do Paraná ao longo desta semana. A previsão aponta para um aumento do risco de chuvas intensas entre quarta-feira (4) e quinta-feira (5), devido à formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul do Brasil e ao avanço de uma nova frente fria.
Nesta segunda (2), a tendência é de diminuição gradual das tempestades. Apesar disso, a combinação de calor e umidade ainda pode provocar pancadas isoladas de chuva e trovoadas.
Na terça-feira (3), o tempo continuará quente e abafado, com temperaturas máximas acima de 25°C em todas as regiões paranaenses. No norte do estado, os termômetros podem ultrapassar os 30°C. Há possibilidade de tempestades localizadas a partir da tarde.
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