Temporal atinge cidades do Triângulo e devasta Capinópolis

Foram registrados até 136 milímetros em 24 horas em cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba

, em Uberlândia

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Chuvas intensas atingiram o Triângulo Mineiro e região nas últimas 24 horas, com acumulados que chegaram a 136,7 milímetros, provocando alagamentos e transtornos em diversas cidades da região. Em Capinópolis (MG), o volume elevado de chuva durante a noite causou invasão de água em residências e mobilizou a Defesa Civil, que decretou situação de emergência em nível estadual.

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Além de Capinópolis, municípios como Patos de Minas, Monte Alegre de Minas, Estrela do Sul, Prata e Monte Carmelo também registraram altos índices de precipitação, reforçando o alerta para o impacto das chuvas concentradas em curto espaço de tempo.

Ruas alagadas e estragos em Capinópolis

A precipitação na cidade teve início às 18h30 de ontem, estendendo-se até as 22h30. De acordo com Adriele Bernadelli, Secretária de Ambiente e presidente da Defesa Civil de Capinópolis, a ausência de ventos fortes não diminuiu o estrago, causado exclusivamente pelo alto volume de água.

O bairro São João, próximo ao Estádio Municipal Norberto Simari, foi um dos pontos mais críticos, com registros de ruas destruídas e casas invadidas pela enxurrada. Houve ainda problemas com o refluxo de esgoto em alguns pontos. “Ainda estamos trabalhando para dimensionar todos os prejuízos e o volume total que caiu na área urbana”, destacou a secretária.

Veja imagens das ruas alagadas:

Temporal atinge cidades do Triângulo

Segundo o geógrafo William Borges, a instabilidade foi severa em todo o Triângulo Mineiro. Segundo dados do meteorologista William Borges, os acumulados rurais foram os mais expressivos:

  • Patos de Minas (MG): 136,7 mm (zona rural).
  • Estrela do Sul (MG): 88 mm (zona rural).
  • Prata (MG): 74,4 mm (zona rural).
  • Monte Alegre de Minas (MG): 72 mm (zona rural).
  • Uberlândia (MG): 65 mm no distrito de Miraporanga e 44,6 mm em Martinésia.

Chuvas em Patos podem chegar até 250 mm

Em Patos de Minas, além dos altos acumulados registrados no meio rural, a chuva forte atingiu a área urbana ainda na tarde e noite de terça-feira (21), causando alagamentos em ruas da parte alta da cidade, especialmente em pontos próximos à região central.

Diante da previsão de novos temporais, o Corpo de Bombeiros, em conjunto com a Prefeitura de Patos de Minas e a Defesa Civil, realizou uma reunião emergencial com o secretariado municipal para definir estratégias de enfrentamento às chuvas intensas previstas até o próximo sábado (25).

Durante a reunião, foi apresentado um alerta de que os volumes acumulados podem chegar a 250 milímetros até a data, elevando o risco de novos alagamentos e danos estruturais.

Impactos para o produtor rural

Para o setor produtivo, a chuva excessiva e concentrada traz preocupações econômicas. O geógrafo William Borges, da área de Climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que o impacto para o produtor rural é imediato devido à saturação do solo, que prejudica a respiração das raízes de culturas como soja e milho.

“O excesso de chuva aumenta o risco de erosão e a perda de nutrientes no solo. Além disso, compromete o plantio, a pulverização e a colheita, elevando os custos e reduzindo a produtividade. A umidade favorece doenças fúngicas e exige mais defensivos, tornando a chuva concentrada um fator de risco econômico para o produtor”, alerta o especialista.

A reportagem entrou em contato com o Sindicato Rural de Uberlândia para levantar informações sobre possíveis ocorrências no campo em função das chuvas intensas registradas na região e aguarda informações.

Próximos passos e monitoramento

A Defesa Civil segue em monitoramento preventivo e no acompanhamento das famílias afetadas, enquanto a Prefeitura já articula apoio junto às defesas civis estadual e nacional para garantir recursos emergenciais voltados à recuperação de vias e reforço da infraestrutura urbana.

Entre as medidas adotadas estão o acompanhamento contínuo do clima e dos cursos d’água, a ativação de planos de resposta rápida, o reforço na comunicação com a população e a preparação de equipes de resgate e atendimento emergencial.