Temporal atinge cidades do Triângulo e devasta Capinópolis
Foram registrados até 136 milímetros em 24 horas em cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba
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Além de Capinópolis, municípios como Patos de Minas, Monte Alegre de Minas, Estrela do Sul, Prata e Monte Carmelo também registraram altos índices de precipitação, reforçando o alerta para o impacto das chuvas concentradas em curto espaço de tempo.
Ruas alagadas e estragos em Capinópolis
A precipitação na cidade teve início às 18h30 de ontem, estendendo-se até as 22h30. De acordo com Adriele Bernadelli, Secretária de Ambiente e presidente da Defesa Civil de Capinópolis, a ausência de ventos fortes não diminuiu o estrago, causado exclusivamente pelo alto volume de água.
O bairro São João, próximo ao Estádio Municipal Norberto Simari, foi um dos pontos mais críticos, com registros de ruas destruídas e casas invadidas pela enxurrada. Houve ainda problemas com o refluxo de esgoto em alguns pontos. “Ainda estamos trabalhando para dimensionar todos os prejuízos e o volume total que caiu na área urbana”, destacou a secretária.
Veja imagens das ruas alagadas:
Temporal atinge cidades do Triângulo
Segundo o geógrafo William Borges, a instabilidade foi severa em todo o Triângulo Mineiro. Segundo dados do meteorologista William Borges, os acumulados rurais foram os mais expressivos:
- Patos de Minas (MG): 136,7 mm (zona rural).
- Estrela do Sul (MG): 88 mm (zona rural).
- Prata (MG): 74,4 mm (zona rural).
- Monte Alegre de Minas (MG): 72 mm (zona rural).
- Uberlândia (MG): 65 mm no distrito de Miraporanga e 44,6 mm em Martinésia.
Chuvas em Patos podem chegar até 250 mm
Impactos para o produtor rural
Para o setor produtivo, a chuva excessiva e concentrada traz preocupações econômicas. O geógrafo William Borges, da área de Climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que o impacto para o produtor rural é imediato devido à saturação do solo, que prejudica a respiração das raízes de culturas como soja e milho.
“O excesso de chuva aumenta o risco de erosão e a perda de nutrientes no solo. Além disso, compromete o plantio, a pulverização e a colheita, elevando os custos e reduzindo a produtividade. A umidade favorece doenças fúngicas e exige mais defensivos, tornando a chuva concentrada um fator de risco econômico para o produtor”, alerta o especialista.
A reportagem entrou em contato com o Sindicato Rural de Uberlândia para levantar informações sobre possíveis ocorrências no campo em função das chuvas intensas registradas na região e aguarda informações.
Próximos passos e monitoramento
A Defesa Civil segue em monitoramento preventivo e no acompanhamento das famílias afetadas, enquanto a Prefeitura já articula apoio junto às defesas civis estadual e nacional para garantir recursos emergenciais voltados à recuperação de vias e reforço da infraestrutura urbana.
Entre as medidas adotadas estão o acompanhamento contínuo do clima e dos cursos d’água, a ativação de planos de resposta rápida, o reforço na comunicação com a população e a preparação de equipes de resgate e atendimento emergencial.








