Clima seco ganha força e aumenta risco de queimadas no Triângulo

Bloqueio atmosférico impede chegada de chuva e derruba umidade; primeira semana de maio terá calor acima da média

, em Uberlândia

Cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba enfrentam, a partir desta segunda-feira (27), o agravamento da estiagem provocado por um bloqueio atmosférico persistente, associado ao Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), que mantém o clima seco, reduz a umidade do ar e eleva o risco de queimadas e incêndios florestais na região.

Clima seco
Clima seco derruba umidade e liga alerta no Triângulo Mineiro – Crédito: Freepik/Reprodução

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De acordo com o climatologista William Borges, o cenário meteorológico mantém o padrão de déficit observado nas últimas semanas. A região registra redução entre 10 mm e 30 mm no volume de chuvas em relação à média climatológica para o período.

O mapa de anomalias indica que uma área de alta pressão sobre o Centro-Oeste brasileiro inibe a formação de nuvens, enquanto sistemas de baixa pressão permanecem no sul do continente, como na Argentina e no Uruguai. Sem força para avançar, as instabilidades não chegam ao interior de Minas Gerais, mantendo a ausência de chuva em cidades como Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas.

Alerta para umidade e risco de incêndios

Com o avanço do clima seco, aumenta a preocupação com queimadas e incêndios florestais. A umidade relativa do ar deve cair ao longo da semana e pode atingir níveis de atenção, abaixo de 30%, entre 12h e 16h.

“Recomenda-se monitoramento constante para fins de saúde pública, com atenção especial a grupos vulneráveis, além de medidas preventivas para agricultura irrigada e controle de queimadas e incêndios florestais, dado o acúmulo de biomassa seca e a propensão ao fogo em condições de baixa umidade”, reforça o especialista.

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Em Uberlândia, a última semana de abril começa sob alerta. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão aponta que os termômetros podem chegar a 35°C, com pico de calor nesta segunda-feira (27).

A umidade relativa do ar pode atingir níveis críticos, em torno de 20%, o que intensifica os riscos à saúde e aumenta a probabilidade de queimadas.

Impactos na região e setor agrícola

Período seco marca a transição entre outono e inverno, fase em que sistemas de alta pressão se tornam mais recorrentes. Esse desvio em relação à média climática gera impactos diretos:

  • Saúde: elevação do risco de problemas respiratórios associada à baixa umidade do ar, com maior impacto sobre grupos vulneráveis.
  • Agricultura: Necessidade de medidas preventivas para o controle de irrigação e proteção de pastagens.
  • Meio Ambiente: Alerta máximo para o acúmulo de biomassa seca, que serve como combustível para o fogo.

Até o final da semana, a possibilidade de chuva é baixa e, quando ocorrer, deve ser em forma de pancadas isoladas, insuficientes para reverter o déficit hídrico.