Clima seco ganha força e aumenta risco de queimadas no Triângulo
Bloqueio atmosférico impede chegada de chuva e derruba umidade; primeira semana de maio terá calor acima da média

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De acordo com o climatologista William Borges, o cenário meteorológico mantém o padrão de déficit observado nas últimas semanas. A região registra redução entre 10 mm e 30 mm no volume de chuvas em relação à média climatológica para o período.
O mapa de anomalias indica que uma área de alta pressão sobre o Centro-Oeste brasileiro inibe a formação de nuvens, enquanto sistemas de baixa pressão permanecem no sul do continente, como na Argentina e no Uruguai. Sem força para avançar, as instabilidades não chegam ao interior de Minas Gerais, mantendo a ausência de chuva em cidades como Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas.
Alerta para umidade e risco de incêndios
Com o avanço do clima seco, aumenta a preocupação com queimadas e incêndios florestais. A umidade relativa do ar deve cair ao longo da semana e pode atingir níveis de atenção, abaixo de 30%, entre 12h e 16h.
“Recomenda-se monitoramento constante para fins de saúde pública, com atenção especial a grupos vulneráveis, além de medidas preventivas para agricultura irrigada e controle de queimadas e incêndios florestais, dado o acúmulo de biomassa seca e a propensão ao fogo em condições de baixa umidade”, reforça o especialista.
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Impactos na região e setor agrícola
- Saúde: elevação do risco de problemas respiratórios associada à baixa umidade do ar, com maior impacto sobre grupos vulneráveis.
- Agricultura: Necessidade de medidas preventivas para o controle de irrigação e proteção de pastagens.
- Meio Ambiente: Alerta máximo para o acúmulo de biomassa seca, que serve como combustível para o fogo.
Até o final da semana, a possibilidade de chuva é baixa e, quando ocorrer, deve ser em forma de pancadas isoladas, insuficientes para reverter o déficit hídrico.