Vítimas protestam em frente ao presídio e pedem que empresária acusada de golpe continue presa

Entre as mensagens exibidas, estavam frases como: "Queremos que a justiça seja feita"

, em Uberlândia

Presa nesta quinta-feira (20) em Uberaba por aplicar golpes em mais de 300 pessoas por meio de uma agência de turismo, a empresária de 41 anos foi alvo de protestos. Um grupo de vítimas se reuniu em frente ao presídio onde ela está detida para exigir que permaneça presa.

Vítimas protestam em frente ao presídio e pedem que empresária acusada de golpe continue presa
Manifestantes protestam em frente ao presídio exigindo punição para empresária acusada de golpe – Crédito: Reprodução

Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes pediram justiça e cobraram punição rigorosa.

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Entre as mensagens exibidas, estavam frases como: “Queremos que a justiça seja feita” e “Agora o advogado vem falar que não pode ficar presa por causa dos filhos? E como fica o emocional dos nossos?”.

O caso

A empresária, dona de uma agência de viagens, vendia pacotes turísticos que nunca eram efetivados, deixando os clientes sem reservas e com prejuízos financeiros expressivos. O caso veio à tona após um grupo de 30 pessoas descobrir que suas reservas para um cruzeiro nunca haviam sido feitas, resultando em um prejuízo de R$ 120 mil.

Outra vítima percebeu o golpe apenas no aeroporto, ao constatar que sua passagem e hospedagem não haviam sido compradas, acumulando um prejuízo de R$ 5 mil.

Foragida desde janeiro de 2025, a empresária foi localizada pela Polícia Militar em um apartamento no centro de Uberaba, onde foi presa.

O protesto desta sexta-feira demonstra a indignação das vítimas, que temem que a mulher possa ser liberada antes de responder pelos crimes na Justiça.

A defesa da empresária argumenta que ela deve responder em liberdade, alegando questões familiares, como a presença de filhos menores.

No entanto, os manifestantes afirmam que as perdas emocionais e financeiras causadas pelo golpe devem ser levadas em consideração e que a permanência dela na prisão é fundamental para garantir que novas vítimas não sejam feitas.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e o processo tramita na Justiça para definir os próximos passos.

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