Velório da capitã Michele Leão reúne familiares e policiais em Belo Horizonte

Familiares, amigos e policiais militares se despediram da capitã Michele Leão Azevedo nesta quarta-feira (22), em Belo Horizonte. A oficial foi sepultada sob homenagens após mais de 20 anos de serviço na corporação

, em Uberlândia

O velório da capitã Michele Leão Azevedo reuniu familiares, amigos e integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), nesta quarta-feira (22), em Belo Horizonte. A oficial, de 41 anos, foi sepultada no Cemitério da Paz, após mais de duas décadas de atuação na corporação.

A cerimônia contou com a presença de policiais de diferentes cidades de Minas Gerais. Michele deixa um filho de 10 anos e foi lembrada por familiares como uma pessoa dedicada, estudiosa e sempre disposta a ajudar.

A capitã ingressou na PM aos 18 anos e construiu uma carreira de mais de 20 anos na instituição. Nos últimos anos, exercia funções administrativas na sede do Governo de Minas, no bairro Serra Verde, na capital.

Durante a despedida, a comandante-geral da PMMG, coronel Cleide Barcelos, lamentou a morte da oficial e reafirmou o compromisso da corporação no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

capitã Michele
Familiares de Michele afirmaram à polícia que o relacionamento era marcado por controle psicológico e comportamento abusivo – Crédito: RECORD Minas/ Reprodução

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Velório da capitã Michele foi marcado por homenagens

Segundo a comandante-geral, a violência contra a mulher afeta toda a sociedade e reforça a necessidade de ampliar as ações de prevenção e proteção. Ela também afirmou que a população pode confiar no trabalho da PM para acolher vítimas e proteger as famílias mineiras.

O tio da capitã, Marlon Leão, relembrou a personalidade da sobrinha e destacou o impacto da perda para a família. Segundo ele, Michele era alegre, mantinha uma relação próxima com as pessoas e costumava ajudar quem estava ao redor.

Familiares, vizinhos, amigos e colegas de farda acompanharam o velório e o sepultamento. Durante a cerimônia, a Polícia Militar também prestou homenagens à trajetória profissional da capitã.

Capitã Michele Leão da PMMG
A capitã Michele Leão Azevedo deixa um filho de 10 anos – Crédito: Reporidução

Justiça mantém prisão preventiva do marido da capitã

Enquanto familiares e amigos se despediam de Michele, a Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão em flagrante do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, marido da capitã e investigado pela morte.

A decisão foi tomada durante a audiência de custódia. Segundo o Tribunal de Justiça, o magistrado considerou a medida necessária para garantir a ordem pública. O processo tramita sob segredo de Justiça.

Michele chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens, na noite de segunda-feira (20), após ser levada pelo marido até a unidade. Inicialmente, o sargento afirmou que ela havia caído de uma escada.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, no entanto, que os indícios reunidos durante a investigação e os ferimentos identificados não são compatíveis com essa versão. O caso é investigado como feminicídio.

Segundo informações das autoridades, o sargento já havia sido citado em ocorrências policiais envolvendo ex-companheiras. Caberá à investigação esclarecer se esses registros têm relação com o caso atual.

O marido da capitã é suspeito do crime e permanece preso enquanto o caso é investigado – Créditos: Reprodução/Redes Sociais

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Polícia Civil aguarda laudos para concluir o inquérito

A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e a conclusão de outros exames periciais para dar sequência ao inquérito. Como o processo tramita sob segredo de Justiça, a corporação não divulgou detalhes sobre os vestígios recolhidos durante a investigação.

A defesa de Eduardo informou anteriormente que acompanha o caso, negou que ele tenha agredido Michele e afirmou que as conclusões devem ser apresentadas apenas após o encerramento das perícias. O investigado responde ao processo com direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

Violência contra a mulher: saiba como denunciar e pedir ajuda

Em casos de violência contra a mulher, a denúncia pode salvar vidas. Situações de agressão física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral podem ser comunicadas à Polícia Militar pelo telefone 190, em casos de emergência. 

Também é possível registrar denúncias pelo Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher, que funciona 24 horas por dia. Se presenciar ou souber de uma vítima em situação de risco, acione as autoridades e procure não se omitir.

Acompanhe o Portal Paranaíba Mais para conferir novas informações sobre a investigação.