Veja as cenas dos últimos momentos de Daiane Alves ainda viva

Em vídeo enviado à amiga, a uberlandense mostrava que estava sem luz e desconfiava de terem desligado propositalmente o padrão de energia; câmera do elevador também registra as imagens

, em Uberlândia

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As imagens do elevador e também feitas pelo celular da própria vítima foram os registros dos últimos momentos de Daiane Alves ainda viva. A corretora uberlandense de 43 anos desceria pela última vez no elevador do prédio onde morava, em Caldas Novas (GO), naquele dia 17 de dezembro de 2025, examente às 18h57min. Ela tentava documentar a falta de energia no apartamento e avisar uma amiga sobre a situação. Minutos depois, ao descer até o subsolo para tentar resolver o problema, Daiane desapareceu, iniciando o mistério que perdurou até nesta quarta-feira (28). A cena no elevador acabou sendo a imagem mais utilizada pelas centenas de veículos de comunicação que cobrem o caso, que virou comoção nacional.

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Nos registros, Daiane Alves aparece mostrando o quadro de energia do andar, testando interruptores e relatando que todas as contas estavam pagas. Já dentro do elevador, ela comenta com um morador que iria até o subsolo para verificar o que estava acontecendo e chega a levantar a suspeita de que alguém pudesse estar desligando a energia de forma proposital.

Últimos momentos de Daiane

Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane entrando no elevador exatamente às 18h57 do dia 17 de dezembro.

Ela passa pela recepção para relatar a recorrência da situação, gravando em seu celular, quando nota que não tem ninguém no local. Então, ela retorna sozinha à cabine e desce ao subsolo, gravando um novo vídeo pelo celular.

Segundo a Polícia Civil, a partir de 19h, não há mais registros da corretora circulando pelo prédio ou deixando o local. Fato que levou a investigação a suspeitar de quem poderia ter alterado o sistema de vigilância.

O vídeo gravado por ela foi enviado para uma amiga, que reside em Uberlândia. Depois disso, nenhuma outra gravação foi compartilhada.

O subsolo contava com uma câmera que registrava a saída dos veículos de moradores do local. O equipamento que armazena as imagens foi recolhido para análise e auxiliou na investigação e desfecho final do crime.

Porta aberta e sinais de urgência

Segundo relatos da família, Daiane deixou a porta do apartamento aberta ao sair para resolver o problema de energia, indicando que não pretendia se ausentar por muito tempo. Mais tarde, quando a filha chegou ao imóvel, a porta já estava trancada, o que levantou suspeitas e causou preocupação.

Durante coletiva de imprensa, nesta quarta, o delegado André Luiz Barbosa informou que uma testemunha relatou que, no dia 16 de dezembro, véspera do desaparecimento, Daiane demonstrava sinais de apreensão. Segundo o relato, um hóspede avisou que a energia de um dos apartamentos administrados por ela havia sido desligada, o que levou a corretora a sair de onde estava para tentar resolver o problema.

Busca que terminou em tragédia

Após mais de um mês sem notícias, o corpo de Daiane Alves foi encontrado em uma área de mata de difícil acesso em Caldas Novas, na madrugada desta quinta-feira (28).

No mesmo dia, o síndico do prédio Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele Maykon Douglas de Oliveira, foram presos. Um porteiro também foi encaminhado à delegacia e prestou esclarecimentos.

Daiane Alves será sepultada em Uberlândia

Daiane era natural de Uberlândia (MG) e vivia em Caldas Novas há cerca de dois anos. Ela se mudou para a cidade turística para administrar os imóveis de locação pertencentes à sua própria família. Descrita por amigos como uma profissional dedicada e uma mulher de espírito solidário, ela deixa uma filha de 17 anos em Uberlândia.

O corpo será transferido para Uberlândia. A decisão foi confirmada pela mãe da vítima, Nilse Alves de Souza, que optou pelo sepultamento no Cemitério Parque dos Buritis. Devido ao avançado estado de decomposição em que o corpo foi encontrado às margens da GO-213, o último adeus ocorrerá com o caixão fechado.