Suspeito de esfaquear cabeça de idoso morto em Goiás é preso em Uberlândia
Geraldo Gomes Monteiro, de 69 anos, foi atacado dentro de casa com golpes de faca e morreu após um mês internado; filha e neta da vítima também foram presas
Um homem de 27 anos, apontado como o executor do idoso Geraldo Gomes Monteiro, de 69 anos, em Rio Verde (GO), foi preso pela Polícia Civil no bairro Tocantins, em Uberlândia, nesta quarta-feira (19).
Na mesma operação, a filha e a neta da vítima foram presas em Goiás suspeitas de coautoria e cumplicidade no homicídio doloso qualificado. A motivação do crime ainda é investigada.
Veja o momento em que o suspeito é conduzido à delegacia:
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Crime e brutalidade na execução
Segundo a Polícia Civil de Goiás, o crime ocorreu no mês de junho, na residência do idoso, em Rio Verde, quando foi atacado com golpes de faca. Durante o crime, a lâmina da faca se quebrou e chegou a deixar um fragmento metálico alojado no crânio da vítima após uma fratura.
Apesar de ter sido socorrido e ter permanecido internado por mais de um mês em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município, o idoso não resistiu às lesões e morreu no dia 1º de agosto.

Após o ataque, o executor fugiu para Uberlândia na tentativa de se esconder das autoridades. Ele foi localizado pelos investigadores na porta de uma oficina de motocicletas no bairro Tocantins. Em depoimento prestado à polícia, o suspeito confessou ter esfaqueado o idoso e foi encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis.
Filha e neta da vítima teriam relação com suspeito de esfaquear Geraldo
A prisão do suspeito foi realizada pela Delegacia de Homicídios de Uberlândia em apoio ao Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde (GO), cidade onde o crime aconteceu.
Segundo investigação, a filha e a neta de Geraldo estavam no imóvel no momento do ataque e presenciaram toda a ação, mas não teriam acionado a Polícia Militar e nem pedido socorro médico para o idoso.
Durante os interrogatórios, as duas apresentaram versões contraditórias que levantaram suspeitas da equipe policial:
- Contato com o autor: A neta manteve conversas com o executor após o homicídio, afirmando que não o prejudicaria, “nem mesmo se precisasse fugir com ele”, o que demonstrou a intenção de deixar a cidade acompanhada do autor.
- Bloqueio de familiares: A filha do idoso impediu que parentes entrassem na residência logo após o crime, negando inclusive o acesso da própria irmã da vítima. A atitude levantou a suspeita de ocultação do executor e de provas.
Veja o momento da prisão:
Diante do conjunto probatório e dos comportamentos considerados incompatíveis com a posição de testemunhas, a Justiça expediu os mandados de prisão contra as duas. Os três envolvidos responderão por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
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