Síndico que matou corretora e o filho voltam à Caldas Novas
Transferência de Goiânia para o Sul de Goiás marca nova fase do caso Daiane Alves; investigadores apuram novos detalhes
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter assassinado a corretora uberlandense Daiane Alves, e seu filho, Maycon Douglas de Oliveira, suspeito de ter ajudado o pai no sumiço de provas do crime, foram transferidos, nesta quinta-feira (12) para o presídio de Caldas Novas (GO). Eles foram algemados juntos na mesma viatura. Presos desde o final de janeiro em Goiânia, os dois agora estão à disposição da Justiça no local onde tudo aconteceu.

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Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, e seu corpo só foi localizado 40 dias depois, em uma área de mata isolada, após o próprio síndico indicar o ponto exato de onde escondeu o corpo da vítima.
Síndico que matou corretora e filho são investigados
Embora a autoria esteja confessada pelo pai, a Polícia Civil ainda monta o quebra-cabeça da execução. Cléber afirmou em depoimento que se livrou da arma do crime, um revólver, jogando-o nas águas do Rio Corumbá, na divisa com Ipameri (GO).
- Onde ocorreu a morte? A polícia ainda não confirmou se Daiane foi baleada no subsolo do prédio ou já no local onde o corpo foi encontrado.
- O papel do filho: Maycon Douglas é investigado por suspeita de ter auxiliado o pai a despistar as autoridades durante o período em que a corretora era considerada desaparecida.
Últimos passos registrados em vídeo
Um dos elementos mais fortes do inquérito é um vídeo gravado pela própria Daiane pouco antes de morrer. As imagens mostram a corretora entrando no elevador e interagindo com um vizinho antes de seguir para a recepção. A família, natural de Uberlândia (MG), e a filha de 17 anos da vítima acompanham o caso com revolta. Através do advogado, os parentes pedem que a punição seja máxima, reforçando que a vida de uma mulher alegre e batalhadora foi ceifada por um conflito que o síndico transformou em tragédia.
Mineiro de Araxá no banco dos réus
Assim como a vítima que era uberlandense, Cléber, que também é mineiro, de Araxá (MG), segue sob custódia. A defesa reitera que ele colabora com a localização de provas, embora os advogados da família de Daiane contestem a versão de “discussão momentânea”, afirmando ter sido um crime premeditado.