Por que o corpo de Daiane Alves ainda não foi liberado pelo IML? Entenda
Família aguarda exames no IML em Goiânia três dias após a confissão do crime e a localização do corpo da corretora uberlandense
-
O sepultamento em Uberlândia da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, segue sem data marcada. Mesmo após a confissão do crime e a localização do corpo na última quarta-feira (28), a parte técnica mantém o corpo da corretora no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Nesta sexta-feira (30), familiares confirmaram que a Polícia Científica ainda processa documentações e exames necessários para a identificação oficial, o que impede o traslado para Uberlândia (MG), sua cidade natal.

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
De acordo com a Polícia Científica, o processo depende da análise de documentos e de comparações que ajudam a confirmar oficialmente a identidade e as circunstâncias do caso.
Em nota encaminhada à família e repassada ao Paranaíba Mais, a perícia informou que “os procedimentos referentes à liberação ainda estão em andamento e aguardam documentações que possam colaborar na identificação dela”, destacando que não é possível informar um tempo exato para a conclusão.
Por que a liberação ainda não aconteceu
Após a chegada ao IML, o corpo passa por uma sequência de verificações que seguem protocolos obrigatórios. Primeiro, é feita a conferência visual e a análise de características físicas, além da checagem de objetos e documentos que possam ajudar na identificação. Em muitos casos, também é realizada a comparação da arcada dentária, um procedimento considerado mais rápido quando há registros anteriores disponíveis.
Paralelamente, é elaborado o exame que aponta a causa da morte, etapa que exige observação cuidadosa e registros detalhados, o que pode levar vários dias até a conclusão.
Quando há necessidade, são coletadas amostras para exames genéticos, usados para confirmação de identidade ou esclarecimento de dúvidas. Esse tipo de análise costuma demorar mais, já que depende de processamento em laboratório e comparação com material de familiares.
Somente após a finalização dessas etapas e da organização da documentação é que o corpo pode ser liberado à família. Por isso, mesmo depois da localização e da confissão do crime, o prazo permanece indefinido, o que prolonga a espera para o sepultamento e as homenagens finais.
Leia Mais
Caso Daiane Alves: crime e confissão do síndico
No dia 17 de dezembro de 2025, o apartamento de Daiane ficou subitamente sem energia. Ao descer ao subsolo do prédio para verificar os disjuntores, a corretora desapareceu.