Síndico confessa assassinato da corretora uberlandense e revela local do corpo
Cléber Rosa de Oliveira, natural de Araxá, admitiu ter matado a uberlandense Daiane Alves e guiou a Polícia Civil até onde o corpo estava, em uma área de mato a 15 km de Caldas Novas
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Na madrugada desta quarta-feira (28), o síndico Cléber Rosa de Oliveira, natural de Araxá (MG), confessou ter matado a corretora uberlandense Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO), segundo as autoridades policiais goianas. O crime teria ocorrido no subsolo do edifício, após a vítima ter a energia de seu apartamento cortada. O suspeito indicou à Polícia Civil o local onde ocultou o corpo, a cerca de 15 km da cidade. O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso na operação. Um porteiro do condomínio também é investigado.
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Síndico confessa após investigação
A investigação aponta que o crime teria sido planejado por meio de uma sabotagem no fornecimento de energia. No dia 17 de dezembro, Daiane gravou um vídeo relatando que seu imóvel estava no escuro, apesar das contas pagas. “Não tem motivo para minha energia ter sido rompida”, disse ela nas imagens.
Ao descer ao subsolo para religar o disjuntor, a corretora foi surpreendida pelo síndico. Cléber alegou que houve uma discussão acalorada antes de cometer o homicídio e transportar o corpo em um veículo para uma região de mata. As circunstâncias do assassinato ainda seguem em investigação.
O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza foi encontrado e a prisão de dois suspeitos de terem executado o crime aconteceu após quarenta dias de buscas, na madrugada desta quarta-feira (28). Em uma ação coordenada, a Polícia Civil de Goiás prendeu o síndico Cléber Rosa de Oliveira natural de Araxá (MG) e o seu filho Maykon Douglas de Oliveira, enquanto o porteiro segue investigado pelo desaparecimento da vítima.
Histórico de perseguição e 12 processos
A tragédia é o desfecho de um longo conflito entre a uberlandense e o administrador araxaense. O Ministério Público de Goiás já havia denunciado o síndico por stalking (perseguição), afirmando que ele utilizava as câmeras do prédio para vigiar os passos de Daiane e cortava serviços essenciais, como água e internet, para constrangê-la. Ao todo, o histórico de brigas entre os dois somava 12 processos judiciais.

A confirmação da morte gerou um cenário de forte comoção. Ao saber do crime, a mãe da vítima foi até o prédio e, em um momento de desespero e revolta, destruiu vasos e objetos da área comum.
Perícia técnica
A solução do caso avançou após a polícia apreender o gravador de câmeras do condomínio, que passou por perícia após a administração alegar, inicialmente, que não havia registros do subsolo. O síndico e seu filho foram detidos em seus apartamentos, no prédio e o porteiro foi localizado em sua residência.
O Paranaíba Mais entrou em contato com o delegado André Barbosa, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), que prestará mais esclarecimentos em coletiva às 11h, incluindo detalhes sobre o eventual translado do corpo para Uberlândia. O advogado do sindíco não atendeu às ligações da reportagem.