Polícia prende falsos corretores por golpes milionários em Minas Gerais
Dupla enganava vítimas com documentos adulterados e imóveis inexistentes em Uberlândia
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A Polícia Civil de Uberlândia prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (14), dois homens suspeitos de aplicar golpes milionários na venda ilegal de imóveis. O investigado Alisson Henrique, 29 anos, já havia sido preso por estelionato em novembro de 2024 e cumpria medida cautelar com tornozeleira eletrônica quando voltou a cometer crimes.

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A prisão ocorreu em um estacionamento no Centro da cidade, quando Alisson saía de um cartório acompanhado de uma vítima. Seu comparsa, um jovem de 21 anos, também foi detido no local. Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda, a delegada Tauany Abou Rejaili, que comandou a operação, esclareceu que o prejuízo causado pelo esquema chega a R$ 1 milhão.
Um carro de luxo que estava na posse de Alisson foi apreendido, além de três cartões de banco, sendo um de cada autor e dois de uma mulher para quem as vítimas realizavam os pagamentos.
Modus Operandi
Segundo as investigações, o grupo atraía principalmente pessoas idosas e de classe média/baixa por meio de anúncios em redes sociais. As vítimas eram convencidas a adquirir imóveis que supostamente estavam desocupados, mas, na realidade, os criminosos não tinham direito sobre as propriedades.
“Elas eram levadas a adquirir esses imóveis por meio do falso corretor, e as principais vítimas são pessoas leigas, que não desconfiavam da ação”, explicou a delegada Tauany.
Os golpistas falsificavam certidões de imóveis, colocando o nome do comparsa como proprietário. Em seguida emitiam contratos de compra e venda fraudulentos, e por fim recebiam pagamentos via pix antes de desaparecer.
Histórico de estelionato
Alisson Henrique foi preso pela primeira vez em 27 de novembro de 2024, mas conseguiu liberdade em janeiro de 2025 com o uso de tornozeleira eletrônica. Mesmo sob monitoramento, continuou aplicando golpes.
Agora, ele e o comparsa responderão por estelionato qualificado e falsificação de documentos. A Polícia Civil investiga se há mais envolvidos no esquema.