PC investiga morte de detento por colega de cela em Uberlândia
O homem que confessou o crime foi autuado em flagrante por homicídio; a vítima cumpria pena de 7 anos por roubo
Um detento de 45 anos foi encontrado morto dentro de uma cela no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, na noite do último domingo (01). Segundo a Polícia Civil, um dos presos que dividia a cela assumiu o crime e foi autuado em flagrante por homicídio.

Causa da morte de detento será investigada
Os policiais penais foram acionados por volta das 22h20 e, ao chegarem à cela, encontraram o detento caído no chão. O Corpo de Bombeiros foi chamado e constatou a morte no local.
Segundo informações de terceiros, o detento teria sido morto com uma faca artesanal, mas a informação não foi confirmada pelas forças de segurança responsáveis pelo presídio.
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A Polícia Civil informou apenas que há indícios de morte violenta e que a investigação do que teria motivado o crime e quais as circunstâncias da morte devem ser divulgadas após a finalização do inquérito, em 10 dias.
Detento morto estava preso por roubo
O detento estava no Presídio Professor Jacy de Assis desde 19 de dezembro de 2024. Ele cumpria uma pena de 7 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de roubo majorado (com agravante). De acordo com a decisão judicial, o crime aconteceu em um estabelecimento comercial na Avenida Getúlio Vargas. O autor teria entrado na loja fingindo ser um cliente e pediu para ver duas facas expostas na vitrine. Em seguida, anunciou o assalto e ameaçou a proprietária. Na sequência, ele teria colocado a mão na cintura para simular que estava armado e depois utilizou uma das facas que pediu para ver para ameaçar a vítima, ordenando que ela se deitasse no chão.
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Durante a ação, foram levados cerca de R$ 400 do caixa, duas facas e um celular. Após o crime, o suspeito fugiu. A Polícia Militar foi acionada e, por meio de imagens do circuito interno do estabelecimento, conseguiu identificar o autor, que foi reconhecido pela vítima e preso.
Na sentença, a Justiça destacou os maus antecedentes do réu, apontando condenações definitivas por diversos roubos. O documento judicial menciona que o detento era reincidente em crimes da mesma natureza, com registros em 12 processos.