Operação mira contrabando de cigarros eletrônicos em Uberlândia; produto ilegal tem alto potencial viciante

Ação da Polícia Federal cumpre mandados em três cidades mineiras; em Uberlândia, sachês de nicotina proibidos foram apreendidos

, em Uberlândia

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a operação Vapor Barato, contra a comercialização de cigarros eletrônicos e insumos para a produção de e-liquids (líquidos utilizados nos dispositivos).

Em Uberlândia, os agentes apreenderam sachês de nicotina aromatizada, conhecidos como snus – Crédito: Divulgação/PF

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Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora, e um homem foi preso em flagrante na capital mineira.

Segundo a Polícia, a investigação, que já dura mais de um ano, aponta para uma rede de comércio ilegal de produtos que contêm altas concentrações de nicotina.

Em Uberlândia, os agentes apreenderam sachês de nicotina aromatizada, conhecidos como snus, um produto de venda proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Perigo dos produtos ilegais

Apesar das restrições, o uso de cigarros eletrônicos e derivados da nicotina tem crescido no país, especialmente entre jovens. O snus, encontrado na operação, é um dos produtos mais preocupantes.

São pequenos sachês de nicotina em pó são colocados entre a gengiva e o lábio, liberando a substância diretamente na corrente sanguínea.

O resultado é uma absorção mais rápida e intensa, o que aumenta o potencial de dependência.

Investigação

A operação Vapor Barato é um desdobramento de uma ação realizada em março de 2024, quando a Polícia Federal descobriu um laboratório clandestino de fabricação de e-liquids e prendeu um homem envolvido no esquema.

Agora, as investigações avançam para identificar outros participantes na distribuição dos produtos ilegais.

A importação e comercialização desses itens são classificadas como contrabando, crime que prevê pena de até cinco anos de reclusão.

Segundo a PF, novas diligências devem ser realizadas nos próximos meses para desmantelar a rede de fornecimento.

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