Operação Escobar: chefes do tráfico ostentavam luxo com dinheiro sujo em Uberlândia
Organização criminosa atuava em vários bairros e lavava dinheiro com carros de luxo, joias e eletrônicos; Operação Escobar prendeu oito pessoas
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A Operação Escobar, deflagrada nesta quarta-feira (25) em Uberlândia, escancarou o lado obscuro da ostentação de uma quadrilha especializada no tráfico de drogas em Uberlândia. A investigação conduzida pelo Gaeco revelou uma estrutura criminosa bem organizada, com funções divididas por bairros e forte atuação em lavagem de dinheiro.
Durante coletiva de imprensa, autoridades detalharam o funcionamento da organização, que ia além da comercialização de entorpecentes. O grupo lavava recursos por meio de empresas de fachada, veículos de luxo e eletrônicos de alto valor. O líder do esquema foi preso. Ele utilizava um negócio legalizado como cobertura para movimentar grandes quantias obtidas com o tráfico.

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Apreensões durante a Operação Escobar revelam poder financeiro da quadrilha
Ao todo, oito pessoas foram presas e uma segue foragida. As buscas resultaram na apreensão de R$ 32.638,00 em dinheiro, além de 66 dólares, uma barra de maconha, 85 papelotes de cocaína, 12 buchas de flor de maconha e 19 comprimidos de ecstasy.
Também foram recolhidos celulares, um mac book, uma tornozeleira eletrônica, um relógio rolex, uma corrente de ouro com pingente, um DVR, comprovantes de transferências bancárias, um cheque, dois certificados e documentos diversos.
O luxo do grupo se estendia aos veículos. Foram apreendidos três carros de alto padrão – Land Rover Discovery, Porsche Cayenne e Nissan Frontier – além de uma motocicleta BMW e outra moto que seria produto de crime. Uma arma de pressão também estava entre os materiais recolhidos.
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Organização criminosa operava em toda a cidade
Segundo o delegado Fábio Ruz, da Polícia Civil (PC), os criminosos atuavam com uma estrutura regionalizada. “Cada integrante da quadrilha era responsável por uma área da cidade. Eles vendiam, distribuíam e organizavam o lucro do tráfico. O dinheiro era reciclado por meio de empresas e aquisições que mascaravam a origem dos recursos ilícitos”, afirmou.
A operação mobilizou forças da PC, Polícia Militar (PM) e Ministério Público (MP). Ao todo, 24 mandados judiciais foram cumpridos, entre prisões e buscas, com apoio de equipes táticas e do helicóptero da PM, que sobrevoou diversos bairros. As investigações devem continuar ao longo dos meses