Sequestrado e esfaqueado: entenda audiência sobre crime de 2025 em Uberlândia
Promotoria aponta homem de 36 anos como mandante de sequestro e esfaqueamento a rival da organização criminosa; réus responderão perante o Tribunal do Júri
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A Justiça encerrou, nesta terça-feira (4), a fase de instrução processual na ação penal contra os cinco denunciados pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) por uma tentativa de homicídio em 2025, em Uberlândia.
Segundo o órgão, o crime teria sido motivado por disputa territorial e quebra de regras do tráfico. Entre os acusados, estão quatro homens de 20, 24, 28 e 36 anos e uma mulher de 23 anos.

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Durante a audiência de instrução e julgamento, foram ouvidas três testemunhas de acusação, duas de defesa e realizados os interrogatórios dos acusados.
Com o término desta etapa, o juízo abriu vista dos autos para que o promotor de Justiça apresente as alegações finais. Em seguida, a defesa dos réus terá prazo para manifestação antes que a magistrada profira a decisão sobre a pronúncia do grupo ao Tribunal do Júri.
Homem foi agredido, esfaqueado e trancado em porta-malas durante sequestro
De acordo com a denúncia do MPMG, o crime ocorreu na madrugada de 19 de abril de 2025. A vítima foi abordada por três dos acusados nas proximidades de um pub no bairro Cazeca. Após ser agredido, o homem teve seu celular, óculos e jaqueta roubados para impedir qualquer pedido de socorro.
Em seguida, foi colocado à força no porta-malas de um veículo Citroën C4 Pallas e transportado até a Estrada do Pau Furado, na zona rural de Uberlândia. No local isolado, a vítima foi atingida por um golpe de canivete no tórax e abandonada em estado agonizante.
Ainda segundo o MPMG, a vítima só teria sobrevivido por conseguir fugir dos agresssores e receber atendimento médico de urgência.
Motivo torpe e ‘tribunal do crime’
A investigação apontou que o atentado foi motivado por punição do grupo criminoso. A vítima foi atacada por comercializar entorpecentes em área que seria dominada pela organização sem autorização prévia e por ter entregue drogas com peso inferior ao combinado.
Na divisão de tarefas apontada pela Promotoria:
- O autor de 36 anos atuou como líder e autor intelectual, ordenando inclusive a destruição de mensagens e provas após a execução do crime.
- A mulher de 23 anos é acusada de ser responsável pela coordenação logística do crime e monitoramento da ação, repassando o que acontecia à liderança.
- Os outros três acusados, de 28, 23 e 20 anos seriam os responsáveis por executar a abordagem, o sequestro e a agressão física no local do crime.
Crimes e qualificadoras
O Ministério Público requereu a pronúncia de todos os acusados para que sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Eles foram denunciados por:
- Tentativa de homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima;
- Roubo majorado: quando duas ou mais pessoas colaboram em uma ação criminosa (concurso de pessoas);
- Cárcere privado/sequestro.
O Ministério Público solicitou ainda a fixação de um valor mínimo para indenização por danos causados à vítima e a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos.
Conexão com a Operação Escobar, de 2025
A estrutura investigada possui ligação com desdobramentos de operações das forças de segurança na região, como a Operação Escobar, deflagrada pelo MPMG, Gaeco, Polícia Militar e Polícia Civil em junho de 2025.
Na ocasião, o foco das ações foi justamente o desmantelamento de redes de narcotráfico, lavagem de dinheiro e crimes violentos ordenados por lideranças locais no Triângulo Mineiro.
Na época, oito pessoas foram presas e as buscas resultaram na apreensão de R$ 32.638,00 em dinheiro, além de 66 dólares, uma barra de maconha, 85 papelotes de cocaína, 12 buchas de flor de maconha e 19 comprimidos de ecstasy.
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